Ministro da Defesa diz que 'tudo estará aberto' para Comissão da Verdade

Após se reunir com integrantes da comissão, Celso Amorim não fala especificamente sobre as Forças Armadas, mas reforça cooperação do ministério para divulgação de informações

iG São Paulo |

O ministro da Defesa, Celso Amorim, se reuniu nesta segunda-feira, pela primeira vez, com os integrantes da Comissão da Verdade. Ele reiterou a disposição do ministério em "cooperar" com o grupo e declarou que vai "facilitar com todas as informações que forem pedidas e possam ajudar nos trabalhos" da comissão. "A lei diz que todos temos o dever de cooperar com a comissão pelos objetivos da lei", afirmou Amorim.

Leia mais: Comissão da Verdade já tem lista de 119 crimes da esquerda

Leia também: Integrante da Comissão renuncia a gratificação de R$ 11 mil

Saiba mais: Comissão da Verdade exclui 'símbolos' da luta contra a ditadura

No entanto, ao ser perguntado sobre o acesso dos arquivos dos Centros de Informação da Marinha, Exército e Aeronáutica, Amorim sugeriu apenas que o ministério deve disponibilizar os dados somente se for solicitado e preferiu não tratar especificamente das Forças Armadas. "Não falamos sobre isso. Falamos em termos gerais de que tudo estará aberto", disse.

Na reunião, conselheiros apontaram ao ministro a necessidade de acesso a documentos das Forças Armadas. Fontes ouvidas pelo "Valor" disseram, no entanto, que o "clima não é de grande otimismo" sobre conseguir informações dos centros militares.

A Comissão da Verdade é um grupo composto de sete integrantes que terá dois anos para investigar crimes contra os direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, período que engloba a ditadura militar (1964-1985).

O ministro destacou a importância dos trabalhos da comissão. "Ela é o último capítulo da história da abertura democrática no Brasil", afirmou Amorim.

Com Valor Online

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG