Ex-chefe de gabinete de Perillo vai ao STF por direito de ficar calada na CPI

Depoimento de Eliane Gonçalves Pinheiro está programado para terça-feira, mas advogados esperam obter habeas corpus junto ao Supremo para que ela não responda às perguntas

iG São Paulo |

Com depoimento na CPI do Cachoeira marcado para esta terça-feira, a ex-chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Eliane Gonçalves Pinheiro, pediu um habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda para que possa ficar calada e não tenha de responder aos questionamentos dos parlamentares.

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Ela quer que o STF lhe garanta o direito de ficar em silêncio para que não produza provas contra si mesma.O pedido será analisado pelo ministro Celso de Mello que em decisão recente reconheceu esse direito ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Amparado na decisão, Cachoeira foi à CPI, mas não respondeu as perguntas dos parlamentares.

A ex-chefe de gabinete do governador de Goiás também solicitou ao STF a garantia de não ser presa por desobediência ou falso testemunho. 

Segundo investigações da Polícia Federal, Eliane Gonçalves Pinheiro teria recebido um telefone exclusivo para se comunicar com Carlinhos Cachoeira. O contraventor repassaria a ela informações sigilosas sobre operações policiais.

Gravações feitas pela PF com autorização judicial mostram que a ex-chefe de gabinete de Perillo alertou autoridades sobre ações policiais. 

A CPI convocou Eliane para prestar esclarecimentos à comissão condição de testemunha, e não de investigada.

Em abril, ela deixou o cargo que ocupava no governo de Goiás e divulgou uma carta dizendo que era vítima "de um grande equívoco" e que não tinha nada a esconder da Justiça. Eliane alegou, na ocasião, ter sido confundida com uma outra pessoa de mesmo nome. 

Com Agência Estado

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