Corregedora do CNJ alerta para pressões sobre quem investiga corrupção

Ministra Eliana Calmon alertou para 'a corrosão das instituições de controle no País, feita por cupins que abalam a sua estrutura, fragilizando os objetivos aspirados pela população'

Agência Brasil |

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon, fez um alerta nesta sexta-feira para "a corrosão das instituições de controle no País, feita por cupins que abalam a sua estrutura, fragilizando os objetivos aspirados pela população". Ela participou do Seminário Nacional de Probidade Administrativa, que se realiza no STJ para comemorar os 20 anos de assinatura da Lei da Probidade Administrativa.

Leia também: 'Eu e a ministra Calmon trabalhamos de mãos dadas', diz Ayres Britto

Leia mais: Calmon propõe mudança para CNJ ter mais poder contra juízes corruptos

Relembre: Declarações de corregedora abriram crise no CNJ

Para a corregedora nacional de Justiça, a investigação "se torna frágil, muitas vezes, em razão das próprias vulnerabilidades humanas de quem investiga". Por isso, defende uma estruturação capaz de superar esses limites, garantindo "a impessoalidade das provas e afastando quem investiga de pressões".

A ministra lamentou o fato de que "poucas semanas se passam sem que não se tenha conhecimento de um novo escândalo”, mas, no entanto, ela mostra otimismo ao constatar que “o País está no caminho certo e evoluindo para o combate à corrupção, exigido no mundo globalizado".

Eliana Calmou considera positivo o fato de os cidadãos clamarem por Justiça, pois, antes, segundo ela, esperava-se que as iniciativas partissem do governo.

Ao comentar sobre temática do seminário, a corregedora citou frase do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, também presente ao evento, segundo a qual "a imprensa é o irmão siamês da Justiça" e "pode colaborar significativamente no combate à corrupção".

A Lei da Probidade Administrativa, segundo Eliana Calmon, é "um dos instrumentos mais turbinados que se tem atualmente para o combate à corrupção".

Para ela, ainda falta, porém, uma lei que identifique a improbidade da pessoa física por meio do patrimônio das empresas e também legislação que permita a punição de funcionários públicos por enriquecimento ilícito. 

    Leia tudo sobre: eliana calmonCNJSTJSTFcorrupçãojustiça

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG