Ministro do STF decidirá se está impedido às vésperas do mensalão

Dias Toffoli foi advogado do PT e assessor jurídico do ex-ministro José Dirceu e sua companheira trabalhou na defesa de três réus

Wilson Lima, iG Brasília |

Divulgação
O ministro Dias Toffoli foi assessor jurídico do PT
Apontado como supostamente impedido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli somente decidirá pela sua participação no julgamento do mensalão às vésperas do caso ir para análise em plenário.

O ministro poderia ser considerado impedido, porque foi assessor jurídico do Partido dos Trabalhadores (PT) antes de assumir a vaga do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, falecido em 2009.

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Toffoli também trabalhou como assessor jurídico do ex-ministro José Dirceu, um dos rés do processo do mensalão. Outra razão apontada para o seu impedimento é o fato de sua companheira, Roberta Maria Rangel, ter trabalhado para os réus do mensalão entre os anos de 2005 e 2007.

A expectativa é que o caso mensalão entre em pauta no STF apenas em agosto, após o recesso do Judiciário.

Os advogados dos réus do mensalão também querem que o ministro Gilmar Mendes se declare impedido após a discussão pública com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

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Resposta: Lula confirma encontro com Mendes, mas nega interferência no STF

Em entrevista à revista Veja , Gilmar Mendes afirmou que Lula teria oferecido blindagem na CPI que investiga a atuação de Carlinhos Cachoeira . Em troca, segundo Mendes, Lula teria pedido o adiamento do julgamento do mensalão no Supremo.

Em nota, Lula confirmou o encontro com o ministro Gilmar Mendes, mas negou ter tentado interferir na Corte . “A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. ‘Meu sentimento é de indignação’”, disse.

Mendes e Toffoli afirmam, no entanto, que esse caso não alterou a tramitação, nem a maneira como ambos tratarão o caso mensalão, considerado maior escândalo político da gestão do ex-presidente Lula.

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