Demóstenes comparece à CPI do Cachoeira nesta quinta

É esperado que senador permaneça calado durante seu tempo para depor; ele chegou a entrar com pedido de dispensa, que foi negado

iG São Paulo |

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) comparece nesta quinta-feira à CPI que investiga as negociatas de Carlos Augusto Ramos , o Carlinhos Cachoeira, com servidores públicos e privados. É esperado que ele permaneça calado durante seu tempo para depor.

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Leia também: CPI nega dispensa e Demóstenes deve permanecer calado

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Na quarta-feira, o advogado do senador, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, apresentou um requerimento de dispensa de depoimento do seu cliente . Ele argumentou que a comissão poderia requisitar a transcrição da fala do senador feita na terça-feira ao Conselho de Ética .

Demóstenes Torres é apontado por ter praticado tráfico de influência em favor de Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro acusado de orquestrar um esquema de exploração de jogos ilegais. Ele negou ter usado seu mandato a serviço de Cachoeira.

Na terça, o senador se defendeu em um depoimento de cinco horas prestado no Conselho de Ética. Ele enfrenta um processo disciplinar de quebra de decoro parlamentar sob acusação de mentir sobre seu envolvimento com Cachoeira. Também é acusado por atuar como uma espécie de lobista da quadrilha.

Na quarta, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Demóstenes . Além disso, foram aprovadas as convocações dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) . Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro, foi poupado.

Saiba mais: CPI aprova convocação de Perillo e Agnelo, mas poupa Cabral

Perillo enfrenta a suspeita de que teria negociado um imóvel com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, por intermédio do ex-vereador do PSDB Wladimir Garcez , um dos poucos depoentes que prestou algum esclarecimento à CPI até agora, mesmo não tendo respondido aos questionamentos dos parlamentares. A Polícia Federal também acusa Perillo de nomear pessoas indicadas por Cachoeira para órgãos do governo.

Queiroz deve ter que explicar a relação de membros do seu governo com Cachoeira, já que não há menção nas investigações da PF que apontem uma ligação direta do petista com o contraventor. Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador, pediu demissão depois de ser citado em gravações por dois supostos integrantes do grupo de Cachoeira.

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