Serra diz que Aécio não é único nome do PSDB na briga por 2014

Tucano volta a dizer que não deixará a Prefeitura de São Paulo se eleito, como fez em 2006

iG São Paulo |

Sempre envolvido em especulações em torno de uma nova tentativa de disputar a Presidência da República, o pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra, voltou a dizer nesta quarta-feira que está fora da briga em 2014 e que, se eleito, vai cumprir o mandato de prefeito até o fim, diferentemente do que fez em 2006, quando deixou o cargo para se eleger governador.

Leia mais: PSDB afina discurso de pré-candidatos a prefeituras em Brasília

Leia também: Com Aníbal ao lado de Serra, PSDB comemora 24 anos e prega união

“Quando decidi me candidatar a prefeito de São Paulo, é para exercer o meu mandato plenamente e não interromper para me candidatar a presidente da República. Tenho muito entusiasmo e disposição com a ideia de voltar a ser prefeito da minha cidade. Decidi que ia disputar a eleição para governar a nação paulistana nesses anos”, disse. “Não em 2014. Depois de 2014, vai saber qual é o futuro? Mas depois dos quatro anos da prefeitura”, disse o ex-governador ao ser perguntado se tinha planos de concorrer à Presidência daqui a dois anos.

Questionado se o próximo candidato do PSDB a presidente deve mesmo ser o senador Aécio Neves (MG), o tucano afirmou que o ex-governador de Minas é um dos nomes, mas que outros devem surgir dentro do partido. Serra falou em sabatina do SBT em parceria com o portal Terra. “Eu acho que (Aécio) é um dos nomes. Poderão ter outros nomes. Deverá haver uma disputa no PSDB ou uma escolha consensual”, afirmou.

Relação com Dilma

Sobre como será sua relação com a presidenta Dilma Rousseff, que o derrotou na última eleição presidencial, caso seja eleito, Serra adotou um discurso conciliador. “Sem problema nenhum. Fui prefeito com o Lula presidente e trabalhamos perfeitamente bem. Fui governador com o Lula presidente, não houve problema, nem atritos. E vai continuar sendo assim”, disse. “Já trabalhei com a Dilma quando era ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil e eu era prefeito e governador. Não vejo problema nisso.”

Na sabatina, o tucano também comentou os recentes problemas envolvendo o metrô e os trens de São Paulo e, assim como o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já havia feito , relacionou os últimos episódios a um suposto interesse político-eleitoral do PT. “Aumentou muito o volume (de usuários). É natural que se produzam desajustes. Algumas coisas puramente acidentais, como foi o caso desse choque entre vagões (em 16 de maio deste ano) . Isso acontece em todo o mundo, o que tem que fazer é prevenir. Agora, eu não descarto, numa parte, sabotagerm. Uma porta aberta paralisa um trem. Se você puser um jornal, uma gravata, você consegue parar”, afirmou.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG