Ayres Britto afirma que Supremo precisa evitar desgastes com demora na análise do caso, que deve entrar na pauta em agosto

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, afirmou nesta quarta-feira que é necessário definir “logo” a data do julgamento do mensalão para evitar novos desgastes para o poder Judiciário. Segundo o ministro Ayres Britto, no entanto, uma data somente será estipulada após a o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, disponibilizar o processo para pauta de julgamentos.

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Os ministros esperam há pelo menos três meses o término da revisão de Lewandowski. “Sim. Aí sim (é o caso de definir a data de julgamento para evitar desgaste). É o que estamos tentando. Definir uma data para que a formatação do julgamento se faça de uma vez por todas e, naturalmente, por modo adaptado às possibilidades do próprio relator do ponto de vista físico do ministro Joaquim”, disse Britto.

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“O Judiciário está imune a esses dissensos. Tenho dito reiteradamente que nós somos experimentados em enfrentamento de situações de toda ordem. Isso não nos tira do eixo. Nós não perdemos o foco que o nosso dever de julgar todo e qualquer processo, inclusive esse chamado de mensalão, com objetividade, imparcialidade, serenidade, enfim atentos todos nós às provas dos autos”, reiterou.

Britto também negou haver crise institucional entre o Supremo e o executivo após a briga entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva . Reportagem do jornal O Estado de São Paulo desta quarta-feira afirma que a presidenta Dilma Rousseff (PT) via a situação como “perigosa” . “De jeito nenhum. Não vejo por esse prisma de nenhum modo. O Supremo Tribunal Federal é sobranceiro, altivo, independente, consciente de sua função institucional. E não se afasta disso”, pontuou.

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