Presidente da Câmara defende Lula e diz ter ‘dúvida’ sobre Mendes

'Não acredito que o ex-presidente Lula tenha expressado ou tratado o assunto da forma como foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes', afirmou Marco Maia (PT-RS)

iG São Paulo |

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), questionou nesta terça-feira a versão de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria tentado pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a adiar o julgamento do mensalão.

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“Não acredito que o ex-presidente Lula tenha expressado ou tratado o assunto da forma como foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes”, afirmou o parlamentar. Maia não quis dizer se alguém mentiu sobre o conteúdo da reunião, mas questionou o fato de a conversa, que aconteceu em abril, só ter sido divulgada um mês depois de ocorrida.

“Tenho dúvida sobre o comportamento do ministro Gilmar Mendes porque há um questionamento: por que ele veio tratar sobre esse assunto exatamente agora, depois de um mês da realização da reunião?”, questionou o deputado petista.

Segundo reportagem da revista “Veja” desta semana, a reunião ocorreu no dia 26 de abril, no escritório do ex-ministro do STF Nelson Jobim. Em entrevista à revista, Gilmar Mendes disse que Lula teria prometido a ele proteção na CPMI do Cachoeira, dando a entender que, em troca, queria que o julgamento do mensalão não fosse realizado este ano.

Para o presidente da Câmara, no entanto, o mensalão é um tema tratado em várias conversas de pessoas ligadas à política e isso é “perfeitamente normal”. “É inevitável para o mundo da política, em qualquer encontro que se tenha com alguém do STF, perguntar como andam os debates e as discussões do mensalão, porque isso tem impacto no mundo da política”, afirmou.

O parlamentar gaúcho criticou a excessiva “politização” do caso. “É prejudicial a uma votação e a um julgamento isento. A politização não faz bem a ninguém”, disse.

Com Agência Câmara de Notícias

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