É o início de uma crise institucional, diz Aécio sobre Lula e Mendes

Em encontro nacional do PSDB em Brasília, senador tucano afirma que “houve excesso que será julgado pela população”

Nara Alves, enviada a Brasília |

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o “início de uma crise institucional”. Em encontro nacional do PSDB em Brasília na manhã desta quarta-feira, Aécio Neves afirmou que espera que o eleitor reflita sobre a suposta interferência de Lula no STF.

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“Lula dizia que ia mostrar o comportamento adequado de um ex-presidente, até para contestar alguns artigos de Fernando Henrique Cardoso. Não era essa a expectativa de quem acreditou na palavra dele. Felizmente, temos instituições sólidas e saberemos enfrentar esse início de crise institucional”, afirmou.

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Ontem, Gilmar Mendes acusou Lula de repassar informações inverídicas divulgadas por “gângsteres”. A declaração do ministro ocorreu um dia após o ex-presidente desmentir um suposto lobby para adiar o julgamento do mensalão para depois das eleições.

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Para o senador tucano, as declarações “surpreenderam o País”, mas que servirão de exemplo para o futuro. “Fica um exemplo de que ninguém está acima da lei e ninguém pode tudo num País que preza a democracia. Houve um excesso que será julgado pela população brasileira”, disse.

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Ausência de Serra

Falando em nome da direção do partido, Aécio Neves abriu o encontro nacional de pré-candidatos do PSDB nas 100 maiores cidades do País. O pré-candidato de São Paulo, a maior cidade do País, no entanto, não compareceu.

De acordo com o secretário-geral da legenda, deputado federal Rodrigo de Castro, o horário do evento foi definido de acordo com a agenda do ex-governador José Serra, para que ele pudesse conciliar a reunião partidária com a sabatina no SBT nesta tarde. A ausência dele foi lamentada pelos participantes e sua campanha derrotada em 2010 foi usada como exemplo de falha na legenda.

“O Serra ganhou 48% dos votos nessas cidades, quase metade. Em 2010, se tivéssemos feito outro tipo de campanha, o resultado final seria diferente. Faltou solidariedade por parte dos candidatos do PSDB à campanha presidencial”, analisou o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE). O deputado pediu aos participantes que corrijam este erro para o futuro.

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