CPI nega dispensa e Demóstenes deve permanecer calado

Advogado havia solicitado a dispensa argumentando que comissão poderia usar transcrição do depoimento do senador ao Conselho de Ética

Adriano Ceolin, iG Brasília |

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) deverá permanecer calado no depoimento marcado para esta quinta-feira na CPI do Cachoeira . Ele não conseguiu ser dispensado da convocação, como havia solicitado o seu advogado por meio de requerimento.

"Não houve tempo para votar o pedido. Ele terá de vir e, se quiser, poderá ficar calado como determina a Constituição", disse o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da comissão de inquérito.

Leia também: Demóstenes pede para não ser ouvido na CPI do Cachoeira

AE
Senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) conversa com seu advogado, Kakay, durante depoimento no Conselho de Ética (29/5)


Advogado de Demóstenes, Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, apresentou um requerimento de dispensa de depoimento do senador à CPI. Ele argumentou que a comissão poderia requisitar a transcrição da fala do senador feita na terça-feira ao Conselho de Ética do Senado.

Demóstenes Torres é acusado de ter praticado tráfico de influência em favor do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro acusado de orquestrar um esquema de exploração de jogos ilegais. Ele negou ter usado seu mandato a serviço de Cachoeira.

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Ontem, o senador se defendeu em um depoimento de cinco horas prestado no Conselho de Ética. Ele enfrenta um processo disciplinar de quebra de decoro parlamentar sob acusação de mentir sobre seu envolvimento com Cachoeira. Também é apontado por atuar como uma espécie de lobista da quadrilha. Nesta quarta, a CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Demóstenes.

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