CPI aprova quebra de sigilo da Delta, mas adia convocação de governadores

O único membro da comissão a votar contra a quebra dos sigilos da Delta nacional foi o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP)

iG São Paulo |

Em sessão realizada nesta terça-feira, a CPI do Cachoeira aprovou o requerimento que pedia a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da Delta nacional. A empresa é investigada pela comissão por conta das relações suspeitas com grupo comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Por outro lado, os parlamentares adiaram pela terceira vez a convocação dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

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O único membro da comissão a votar contra a quebra dos sigilos da Delta nacional foi o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Pouco depois da votação, marcada por um clima tenso, a reunião foi encerrada.

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“Além de quebrar o sigilo, queremos votar favoravelmente a todos os requerimentos, doa a quem doer, sejam quem for. Não vamos obstruir nenhum tipo de votação. Queremos votar todos. Só lamentamos o fato de ter sido sobrestada a convocação dos governadores”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

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Desde o começo dos trabalhos da comissão, há mais de um mês, existe uma forte pressão para convocar os três governadores, mas a base governista tem resistido em colocar os requerimentos em votação. O governador de Goiás já disse a aliados que aceita ir à CPI, mas o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), tem afirmado que, neste momento, um depoimento dos govvernadores não contribuiria para as investigações parlamentares.

Mais cedo, antes da votação dos requerimentos, os membros da CPI elegeram o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) vice-presidente da comissão . Sob fortes protestos e reclamações dos parlamentares dos partidos de oposição, o ex-líder do PT na Câmara recebeu 21 votos do colegiado, em votação secreta. O senador Pedro Taques (PDT-MT) teve oito votos. Dois integrantes da CPI anularam o voto.

A reunião da CPI teve uma única menção ao episódio do encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Gilmar Mendes . Logo no início, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que brigou porque não queria que a vaga de vice na comissão ficasse no PT, afirmou que essa atitude de indicar o ex-líder petista para ser o vice-presidente está nessa linha de que não há limite para nada. Nessa linha que permite que um ex-presidente tente constranger um ministro do STF”.

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