Advogados entram com novo pedido de liberdade de Cachoeira

Defesa também pede a anulação do processo sob argumento de que as escutas telefônicas da PF foram ilegais

Valor Online |

Na véspera da data marcada para os primeiros depoimentos da ação penal decorrente da operação Monte Carlo, da Polícia Federal, advogados de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediram a suspensão do andamento da ação.

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A defesa entrou com um novo habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, pedindo a liberdade do acusado e a anulação do processo, com o argumento de que as escutas telefônicas feitas na operação foram ilegais - o que anularia todas as provas derivadas delas.

Outro argumento é que a Polícia Federal e as operadoras de telefonia não teriam enviado informações solicitadas no processo pelos advogados a respeito dos grampos.

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A decisão do TRF-1 pode sair a qualquer momento. A defesa de Cachoeira é liderada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Amanhã, serão ouvidas 14 testemunhas de defesa e acusação no processo que corre contra Cachoeira e outros sete réus na 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás.

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A expectativa é de que Cachoeira esteja presente para ouvir os depoimentos, o que pode auxiliar na preparação de sua defesa.

Na sexta-feira, está marcado o depoimento de Cachoeira e de outros seis réus - um dos denunciados está foragido. Embora a operação Monte Carlo tenha resultado na denúncia de 81 pessoas, o processo foi desmembrado para que sejam julgados primeiro os réus que estão presos preventivamente, e por isso têm preferência no andamento processual.

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