Pedro Simon convoca 'jovens' a pressionar CPI e defende procurador-geral

Senador do PMDB gaúcho diz que 'jovens das redes sociais' devem se mobilizar e afirma que Roberto Gurgel agiu certo ao sobrestar inquérito da PF

iG São Paulo |

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) voltou a criticar, nesta sexta-feira, a demora da CPI do Cachoeira em quebrar os sigilos da Delta nacional e convocar governantes para esclarecer suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Ele também fez um apelo para que os jovens acompanhem, na próxima terça-feira (29), reunião em que a comissão deverá votar requerimentos com esses objetivos, e aproveitou para defender o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticado pelo senador Fernando Collor e outros parlamentares não ter agido quando recebeu o inquérito da Operação Vegas da Polícia Federal, ainda em 2009. 

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"Jovens das chamadas redes sociais, terça-feira, às 10h, vocês devem estar aqui, na frente do Senado, vocês devem vir aqui, porque a presença de vocês, com as mãos limpas, tornou-se realidade. Com a presença dos senhores, a Diretas Já se tornou realidade. Com a presença dos senhores, o presidente que tinha de ser afastado foi cassado. Com a presença dos senhores, a reunião de terça-feira abrirá as contas da Delta e abrirá as contas dos que devem ser policiados", disse o senador gaúcho. 

Roberto Gurgel

Pedro Simon afirmou que as respostas do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, à CPI do Cachoeira comprovam que ele tomou a decisão acertada ao sobrestar, em 2009, o inquérito da Operação Vegas, da Polícia Federal. Gurgel encaminhou explicações por escrito aos parlamentares sobre o episódio.

A operação, que apurou esquema de jogo ilegal comandado por Cachoeira, teve os autos enviados à PGR devido ao envolvimento de pessoas com foro privilegiado. Segundo Simon, convocar Roberto Gurgel por suposta demora na denúncia contra parlamentares é uma tentativa de desviar o foco da CPI.

"Quiseram fazer a CPI do procurador-geral porque ele ficou com o assunto parado, pois ele disse que ainda não tinha elementos para fazer uma denúncia concreta. E agora ficou provado que ele tinha razão. Foi a espera, foi a continuidade do que apareceu depois nas novas gravações que hoje tornou a situação do senhor Cachoeira insustentável", disse o senador do PMDB. 

Na avaliação do parlamentar, depois das primeiras semanas de trabalho, a CPI “parece ter se afogado sem ter dado um único mergulho”. Simon criticou os depoentes que ficaram calados diante dos membros da comissão, a passividade de parte dos que têm obrigação de investigar e também acordos denunciados na imprensa que visariam evitar a convocação de governadores à CPI.

Com Agência Senado

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