Líder do PV lamenta veto apenas parcial, mas vê derrota dos ruralistas

Sarney Filho (MA) reiterou que era favorável ao veto total no Código Florestal, mas reconheceu que a presidenta Dilma Rousseff cumpriu compromissos de campanha

AE |

O líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), afirmou nesta sexta-feira que a presidenta Dilma Rousseff cumpriu compromissos de campanha ao fazer 12 vetos ao texto do Código Florestal, mas lamentou que o projeto não tenha sido rejeitado como um todo. Ele destacou que ainda é preciso analisar os detalhes dos vetos e das alterações que serão feitas por Medida Provisória para ter uma avaliação completa sobre as ações de Dilma. O governo só vai divulgar na próxima segunda-feira a íntegra da decisão da presidenta.

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Sarney Filho destacou várias vezes ser necessário conhecer a íntegra do texto antes de emitir uma opinião definitiva. Ele afirmou, porém, que a decisão da presidenta é uma derrota para os ruralistas.

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"Se no detalhe da segunda-feira o que for dito se vier a confirmar, a presidente Dilma cumpriu compromissos de segundo turno, mas isso não quer dizer que movimento ambientalista, a frente parlamentar e o PV estejam em concordância com o veto parcial", afirmou Sarney Filho.

O líder verde na Câmara afirmou que a opção de um veto parcial é ruim do ponto de vista jurídico: "O veto parcial é um complicador da classificação jurídica do Código Florestal." 

A entrevista contou com a presença apenas de parlamentares do PV. Entidades ambientalistas que acompanharam o debate no Congresso não compareceram.

PSOL critica

Por meio de nota, o presidente nacional do PSOL, deputado federal Ivan Valente (SP), reclamou de o anúncio ter sido feito sem a publicação dos textos. Ele manifestou preocupação com artigos como o que libera donos de imóveis de até quatro módulos fiscais de recompor o que foi devastado em área de reserva legal até julho de 2008.

"A lei de crimes ambientais, que já proibia as derrubadas, é de 1998. Com este artigo do novo Código Florestal, dez anos de desmatamentos em Reserva Legal foram totalmente perdoados. A impunidade prevaleceu", criticou Valente. 

Com Agência Estado

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