Petistas defendem terceiro nome no Recife

Dirigentes nacionais defendem anulação de prévias após denúncia de irregularidade na disputa entre João da Costa e Maurício Rands; Humberto Costa é o mais cotado

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Diante das denúncias de irregularidades na disputa entre João da Costa e Maurício Rands para escolha do candidato do PT à Prefeitura do Recife, dirigentes nacionais do partido defendem a anulação das prévias e a escolha de um terceiro nome. Nesta quinta-feira a executiva nacional do PT se reúne em São Paulo com plenos poderes para decidir a situação. O mais cotado é o senador Humberto Costa (PT-PE), que também participará da reunião.

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Depois de exaustivas negociações na quarta-feira alguns dirigentes petistas concluíram que um acordo é praticamente impossível e que o único nome com capacidade para unir tanto as diferentes facções do partido quanto o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é Costa.

“Foi criada uma situação depois da judicialização das prévias na qual a executiva tem que fazer um acordo político para restaurar as condições de o PT manter a prefeitura. E este acordo tem que começar pelo prefeito João da Costa. Ele tem que fazer o gesto já que nem ele nem o Maurício tem mais condições políticas de encampar a disputa no Recife”, disse Francisco Rocha, coordenador nacional da maior corrente interna do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB).

PT avalia intervenção nacional em Recife para pôr fim à crise

As prévias entre o atual prefeito, João da Costa, e o secretário estadual de Cidades, Maurício Rands, foram marcadas por acusações de irregularidades e uma guerra de liminares nos tribunais pernambucanos. A crise no PT do Recife se arrasta há mais de dois anos e o nome de Costa é citado como alternativa há vários meses. No entanto, a prioridade do partido para o senador é a sucessão de Eduardo Campos no governo do Estado em 2014.

Costa vai participar da reunião na condição de vice-presidente do PT. No último final de semana o diretório nacional do partido delegou plenos poderes para a executiva nacional resolver pendências nas cidades com mais de 200 mil eleitores.

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