Senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) protocolaram medida na Justiça Federal do DF

A intervenção judicial da Delta Construções e o bloqueio dos bens da empreiteira foram pedidos nesta quinta-feira, por meio de medida cautelar na Justiça Federal no Distrito Federal (DF), pelos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), integrantes da CPI do Cachoeira. 

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A empresa, que atua em diversas obras públicas federais e estaduais, é acusada de ser utilizada como fonte de pagamento de propina a agentes públicos pelo grupo comandado pelo contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

De acordo com Pedro Taques, a medida cautelar é preparatória para uma ação popular e foi protocolada na 14ª Vara no DF. “Nós pedimos a indisponibilidade dos bens da Delta, a nomeação de um interventor judicial para que ela não paralise as obras e para que mais de 30 mil empregados não fiquem sem colocação no mercado de trabalho”, explicou.

Segundo o senador, os parlamentares autores da ação esperam impedir que o patrimônio público que está em poder da Delta, por meio das obras que ela executa, seja desviado para empresas fantasmas e de lá para “o contador do Cachoeira”. “A ideia é que, sendo deferida a liminar nesta ação, o juiz determine a indisponibilidade dos bens da Delta, e ela não possa mais negociar a não ser os contratos que ela já tem com o governo federal”, afirmou o parlamentar. 

Com isso, diz Taques, a empresa também não poderá mais ser vendida. Todos os valores que forem pagos à Delta seriam encaminhados para uma conta judicial e utilizados para terminar as obras e saldar dívidas trabalhistas.

Para o parlamentar, a medida já deveria ter sido adotada pela CPI. “A comissão está demorando para tomar as providências. A União também já deveria ter tomado providências”, criticou. 

Com Agência Brasil

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