Assessor de Cachoeira se diz próximo de políticos, mas nega atos ilícitos

Wladimir Garcez disse ser amigo de José Eduardo Cardozo e Marconi Perillo e afirma que gravações da PF estão fora de contexto

iG São Paulo |

Adotando uma estratégia diferente de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez resolveu falar durante seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que ocorre nesta quinta-feira.

Ele foi preso pela operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), acusado de ser um dos principais colaboradores do grupo comandado por Cachoeira junto a agentes públicos.

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Veja especial do iG sobre a CPI do Cachoeira

Alan Sampaio / iG Brasília
Ex-vereador Wladimir Garcez presta depoimento na CPI do Cachoeira, em Brasília

Em sua fala inicial, antes de serem feitas as perguntas do relator, Odair Cunha (PT-MG), o ex-vereador negou que fosse criminoso ou que estivesse envolvido nos negócios ilícitos de Cachoeira.

"Sem mandato eletivo, fui contratado pela Delta a prestar assessoria ao ex-diretor da Delta, Claudio Abreu. Também assessorei o senhor Carlos Augusto Ramos, mas não participei de nenhum negócio ilícito", disse, acrescentando que seu salário como assessor do laboratório Vitatan, de Cachoeira, era de R$ 5 mil.

Ele afirmou também ser amigo de diversas autoridades como o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o governador de Goiás, Marconi Perillo; o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia; e até o ex-governador de São Paulo Mário Covas, já falecido.

Garcez acrescentou que fez a campanha do ex-presidente do Banco Central Henrique Meireles, e que, apesar de não ser amigo de Paulo Paim (PT-RS), o senador chegou a ficar hospedado em sua casa.

O ex-vereador disse durante sua fala que sempre fez questão de se mostrar próximo de autoridades para garantir estabilidade em seu emprego, uma vez que Cachoeira era "vaidoso". "Sempre procurei mostrar que tive um bom relacionamento com pessoas do governo e pessoas do setor privado.(...) Gozava da confiança dos politicos para garantir meus empregos."

Depois de falar por 20 minutos, Garcez afirmou que só responderia às perguntas a respeito das gravações a que teve acesso, e permaneceu em silêncio na maior parte delas. Ao ser questionado sobre o caso de que teria levado ao Palácio das Esmeraldas R$ 500 mil acondicionados em uma caixa de computador, ele respondeu que as gravações da Polícia Federal estavam "descontextualizadas".

"São algumas montagens descontextualizadas da PF. Não houve esse momento e são datas totalmente diferentes. Está descontextualizado."

Com Agência Câmara e Agência Senado

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