Depoimento de advogado no Conselho de Ética é desmarcado

Ruy Cruvinel, que seria testemunha de defesa de Demóstenes, afirmou ao colegiado que não compareceria por 'motivos pessoais'

iG São Paulo |

O depoimento do advogado Ruy Cruvinel Neto no Conselho de Ética do Senado, previsto para a manhã desta terça-feira, foi desmarcado. Segundo a informação da secretaria do órgão, a reunião do colegiado está mantida e deverá examinar requerimentos.

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Agência Senado
Senador Demóstenes Torres é alvo de processo disciplinar

O Conselho de Ética investiga as relações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira . A abertura de processo disciplinar contra o senador por quebra de decoro parlamentar foi pedida pelo PSOL. A decisão do colegiado pode levar à perda de mandato do senador.

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Na noite de segunda-feira, a secretaria do conselho recebeu um ofício de Cruvinel no qual ele informou que não compareceria à audiência por "motivos pessoais". O advogado seria testemunha de defesa de Demóstenes.

"A justificativa (de Cruvinel) é de que, por razões pessoais e familiares, ele não gostaria de se expor. O que vamos fazer daqui para frente é dar continuidade ao processo", disse o relator Humberto Costa (PT). "Na verdade, termina gerando um prejuízo ao senador Demóstenes, à medida que ele era uma das testemunhas de defesa."

Segundo o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o senador e Cruvinel não se conhecem, mas a testemunha poderia ajudar a desmentir denúncias contra o parlamentar.

"Sempre é ruim, porque seria uma forma de trazer uma testemunha", disse Castro, que pretende concentrar a defesa do senador em perícias dos áudios das interceptações telefônicas que apontam envolvimento de Demóstenes com o suposto contraventor.

O relator do processo garantiu que, apesar da recusa da testemunha de defesa em participar de audiência, mantém a data de entrega de seu parecer no final de junho.

Cachoeira é outra testemunha de defesa apresentada pelo advogado do senador. O depoimento do contraventor no Conselho de Ética está marcado para esta quarta-feira, às 14h.

Também está previsto o comparecimento de Cachoeira à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações do contraventor, preso desde fevereiro acusado de explorar jogos ilegais .

A defesa do bicheiro tentou evitar seu depoimento nesta terça-feira, mas o STF não deu parecer favorável aos advogados de Cachoeira. Esse era o segundo recurso para adiar o depoimento.

O primeiro aconteceu há uma semana quando o ministro Celso de Mello aceitou os argumentos da defesa de que Cachoeira não podia depor, porque não teve acesso aos inquéritos que o investigam.

Após essa decisão do STF, o advogado Márcio Thomaz Bastos teve acesso à investigação, mas argumentou em seguida que precisava de mais tempo para analisar o grande volume de documentos: 15 mil páginas. O argumento não foi aceito pelo ministro Celso de Mello desta vez.

Com Agência Senado e Reuters

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