Após caso Vaccarezza, CPI muda lugar de câmeras de TV

Comissão determina que cinegrafistas se posicionem apenas atrás do plenário uma semana depois de TV flagrar troca de mensagem de petista

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Após uma câmera de TV flagrar uma troca de mensagens comprometora entre o deputado petista Cândido Vaccarezza (SP) e o governador peemedebista Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), a CPI do Cachoeira decidiu restringir nesta terça-feira o trabalho dos jornalistas e mudar o local de posicionamento dos cinegrafistas na sala onde ocorre o depoimento do bicheiro Carlos Augusto Ramos.

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André Dusek/AE
Carlinhos Cachoeira comparece à CPI nesta terça-feira

Até a quinta-feira passada, o acesso de jornalistas, fotógrafos e cinegrafias era livre. Hoje, foi distribuído um selo para que apenas um número restrito de repórteres acompanhassem a reunião da CPI. Além disso, todos os profissionais de comunicação só podem se posicionar atrás do plenário, longe das bancadas onde ficam os deputados e senadores participantes da comissão.

Caso Vaccarezza:
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Segundo a Secretaria de Comunicação Social do Senado, a mudança foi feita a pedido da cúpula da CPI. Na semana passada, o deputado Cândido Vaccarezza foi flagrado por um cinegrafista mandando uma mensagem de texto via telefone celular para o governador Sérgio Cabral. No texto, o petista escreveu que a relação entre o PT e o PMDB iria azedar, mas ressaltou: "Você é nosso e nós somos teu (sic)."

O caso aumentou as especulações de que existe um acordo de blindagem entre o PMDB e o PT. Isso porque a Delta Construções, um dos alvos da CPI, detém uma série de contratos com os governos do Rio de Janeiro e da presidente Dilma Rousseff (PT). Além disso, o ex-dono da Delta Fernando Cavendish é amigo pessoal do governador do Rio de Janeiro.

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