STF decide que Cachoeira deve comparecer à CPI nesta terça

Ministro discordou do argumento da defesa de que era precisa mais tempo; tendência é que contraventor não responda questionamentos

iG São Paulo |

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira que Carlos Cachoeira vai depor à CPI que investiga a relação do bicheiro com políticos e agentes públicos e privados. A audiência de Cachoeira está marcada para as 14h na comissão.

Esse já é o segundo recurso dos advogados do bicheiro para adiar seu depoimento. O primeiro aconteceu há uma semana quando o ministro Celso de Mello aceitou os argumentos da defesa de que Cachoeira não podia depor porque não teve acesso aos inquéritos que o investigam, ou seja, não saberia a que acusações está respondendo.

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AE
Carlinhos Cachoeira é acusado de comandar uma máfia de exploração de máquinas de caça-níqueis

Após essa decisão do STF, o advogado Márcio Thomaz Bastos teve acesso à investigação, mas argumentou em seguida que precisava de mais tempo para analisar o grande volume de documentos: 15 mil páginas. O argumento não foi aceito pelo ministro Celso de Mello desta vez.

Porém, mesmo sendo obrigado a comparecer à CPI, a tendência é de que o contraventor não responda aos questionamentos dos parlamentares, segundo seu advogado, o ex-ministro da Justiça do governo Lula, Márcio Thomaz Bastos.

Principal protagonista do escândalo que pode levar à cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) e já jogou suspeitas sobre os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), citados em gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização judicial nas Operações Vegas e Monte Carlo, o contraventor Carlinhos Cachoeira tem seu depoimento à CPI apontado como o mais aguardado da comissão até o momento. Por enquanto, os governadores vêm sendo poupados.

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Além de Cachoeira, devem depor outras seis pessoas amanhã: Idalberto Matias de Araújo, Lenine Araújo de Souza, Jairo Martins de Souza, José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz e Wladmir Henrique Garcez.

Cachoeira é acusado de comandar um grupo criminoso que tinha tentáculos em importantes estruturas do poder político do País. As gravações interceptadas pela PF durante as Operações Vegas e Monte Carlo revelariam supostas ligações entre o bicheiro e lideranças políticas de vários partidos. Segundo o que foi apurado pela PF, o grupo atuava no Congresso Nacional, nos governos de Goiás e do Distrito Federal e junto a agentes públicos e empresários. 

Com Reuters

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