Haddad aparece pela 1ª vez ao lado de Lula e Dilma em evento público

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo negou, no entanto, que evento tenha caráter eleitoral. Ele está com 3% nas pesquisas

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

A exposição “Guerra e Paz”, de Cândido Portinari, foi o primeiro evento público na campanha eleitoral que reuniu o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad , a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Os dois padrinhos políticos são a aposta do PT para a candidatura de Haddad ganhar força e sair dos 3% das intenções de voto, segundo as pesquisas eleitorais.

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Nilton Fukuda/AE
Segundo o pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, presença de Dilma e Lula em evento em São Paulo não teve caráter eleitoral

Após a visita à exposição no Memorial da América Latina, nesta sexta-feira, o ex-ministro da Educação reconheceu a importância dos dois apoiadores de peso, mas disse esperar que os programas de governo e os currículos dos candidatos sejam "ingredientes mais importantes" do que as alianças. Ele afirmou também que a visita de Dilma a São Paulo teve como objetivo a contemplação das obras de arte. “A presidenta, quando soube que o Lula vinha fazer uma visita à exposição, pediu para que reagendasse, porque ela queria estar presente. Ela veio especialmente para essa exposição”, disse Haddad.

Dilma, Lula, Haddad e outros petistas almoçaram no restaurante Bacalhau, Vinho e Cia antes de ir à exposição. Mas, de acordo com o pré-candidato do PT, a campanha eleitoral não foi mencionada no encontro. "Não tratamos disso. O almoço girou em torno da questão internacional. Basicamente, foi discutida a situação da Europa, país a país. Discutiram muito sobre o papel dos Brics na solução da crise europeia."

Estavam presentes o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o líder do governo na Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (SP), o presidente municipal do PT, vereador Antonio Donato, o presidente estadual da legenda, deputado Edinho Silva, e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Dilma e Lula não falaram com a imprensa.

Após a exposição, Dilma e Lula ganharam presentes. Ela recebeu um pingente de espantalho, em referência ao Candido Portinari - que considerava o espantalho seu autorretrato -, e o ex-presidente foi homenageado com uma placa.

Os históricos painéis que compõem “Guerra e Paz”, de Portinari, retornaram ao País em 2010, no último ano do governo Lula, após 53 anos em exposição na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Os painéis foram restaurados com apoio do Itamaraty, financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da Lei Rouanet.

Dilma, que também aproveitará a vinda a São Paulo para visitar Dom Paulo Evaristo Arns, chegou às 15h15 à exposição, que ficou fechada ao público a partir das 13 h, em decorrência da presença da presidenta. Depois, ela e as outras autoridades assistiram a uma projeção de vídeo ao lado de crianças que foram ao Memorial em uma excursão escolar. A exposição foi reaberta ao público por volta das 16h30.

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