Relator propõe dispensa do depoimento de procuradores ao Conselho de Ética

Para Humberto Costa (PT-PE), tudo o que Daniel Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira apuraram já está nos autos do processo

iG São Paulo |

O senador Humberto Costa (PT-PE) vai propor mais tarde, na reunião do Conselho de Ética, a dispensa dos depoimentos dos procuradores da República Daniel Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira, previsto para esta quarta-feira. Ambos encaminharam ofício à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, na noite da última terça, quando se declararam impedidos de depor também no conselho até o fim de maio.

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Costa disse que os depoimentos de Daniel Resende e Léa Batista são dispensáveis uma vez que tudo que apuraram está nos autos do processo. O relator do processo de quebra de decoro do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) no Conselho de Ética ressaltou que pretende encerrar a fase de depoimentos até o fim deste mês. No início de junho, Costa deve consolidar o parecer que será colocado em votação no Conselho de Ética.

Na última terça-feira, a CPI do Cachoeira aprovou requerimento para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responda por escrito às dúvidas dos parlamentares sobre o caso. Segundo o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), Gurgel tem cinco dias para atender a essa solicitação. 

Inicialmente, o PT defendeu que o procurador-geral comparecesse à CPI para prestar depoimento sobre o motivo de ter deixado de investigar na Operação Vegas, de 2009, a ligação de Demóstenes com o grupo de Cachoeira. Mas a legenda baixou o tom após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) saírem em defesa de Gurgel.

A convocação do procurador-geral abriu uma crise entre Ministério Público e Polícia Federal. Em depoimento sigiloso à CPI, o delegado Raul Marques responsabilizou a subprocuradora da República, Claudia Sampaio, mulher de Gurgel, por paralisar as investigações da Vegas. A subprocuradora rebateu afirmando que ia arquivar a Vegas em, mas que “o doutor Raul foi categórico ao pedir para esperar, para não atrapalhar investigações em curso".

Nas investigações sobre a exploração de jogos ilícitos e um esquema envolvendo empresas públicas e privadas – atividades que a polícia supõe serem comandadas pelo empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira –, Demóstenes Torres foi pego em várias conversas que nortearam a Operação Monte Carlo. 

Com Agência Brasil

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