Senador Humberto Costa (PT-PE) lembra que em julho não haverá atividades na Casa e, logo depois, começa a campanha eleitoral

O relator do processo que investiga a possível quebra de decoro por parte do senador Demóstenes Torres (sem partido - GO), senador Humberto Costa (PT-PE), disse nesta quarta-feira que espera que o parecer final do Conselho de Ética seja votado no plenário do Senado antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17 de julho.

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"O recesso fará com que nós não tenhamos atividades aqui (no Senado) e, logo depois do recesso, a gente já entra em um período de campanha eleitoral franca. Então, eu vou fazer esse relatório e votar antes do recesso, posso garantir a vocês", disse o senador após reunião em que o Conselho de Ética decidiu por dispensar a oitiva dos procuradores que participaram da investigação sobre o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

As suspeitas são de que Demóstenes teria colocado seu mandato de senador a serviço da suposta organização criminosa comandada por Cachoeira. O parecer do Conselho de Ética terá que concluir se o parlamentar goiano incorreu em quebra de decoro parlamentar e, caso essa seja a conclusão, pedir a punição do senador - que pode levar até à sua cassação. Neste caso, o pedido de cassação precisaria ser apreciada no plenário do Senado de forma secreta.

Costa explicou que a fase de ouvir a acusação está encerrada e que falta agora ouvir as testemunhas de defesa antes de concluir o relatório. Na próxima semana, está marcado o depoimento do advogado Rui Cruvinel e, no próximo dia 28, o Conselho espera ouvir o depoimento de Carlinhos Cachoeira. As duas testemunhas foram apresentadas pela defesa.

O relator ainda considerou que caso Carlinhos Cachoeira não compareça para depor, o prejudicado será Demóstenes. "Se ele (Cachoeira) não vier, estará prejudicando a pessoa que o apresentou como testemunha de defesa, no caso, o senador Demóstenes Torres. Acredito que ele terá todo interesse de vir e fazer o seu depoimento. Caso contrário, as pessoas que integram o Conselho de Ética vão levar em conta o simbolismo que encerra essa ausência", afirmou Costa.

Com Agência Brasil

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