Mercadante rechaça 'sentimento de revanchismo' na Comissão da Verdade

O ministro não fez comentários sobre os rumos que a Comissão deve tomar, o que, segundo ele, deverá ser definido por seus membros

iG São Paulo |

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira esperar que o Brasil aproveite a Comissão da Verdade , para sair mais “maduro e mais convicto da importância das liberdades”. O ministro participou do Fórum Nacional, no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

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“Muitos países da América Latina e da África passaram por esta experiência, o resgate da memória, que sempre constrói valores importantes para a sociedade, especialmente se não forem marcados por um sentimento de revanchismo, mas, sim, de um aprendizado coletivo, para que essas experiências de tortura, prisão, censura nunca mais se repitam no Brasil. Espero que o Brasil saia mais maduro e mais convicto da importância das liberdades como um fator fundamental da construção da nossa identidade”, disse.

O ministro não quis fazer comentários sobre os rumos que a Comissão da Verdade deve tomar, o que, segundo ele, deve ser definido pela própria comissão. “Eu sou apenas ministro da Educação. O que me interessa dessa discussão é apenas a formação, os valores que podem ajudar a democracia brasileira a avançar com essa experiência”, disse Mercadante.

Em cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira, a presidenta Dilma Rousseff se emocionou ao discursar na abertura da Comissão da Verdade . Ela foi aplaudida de pé pelos presentes. "A desinformação não ajuda a apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, sobretudo os que perderam parentes e amigos”, disse Dilma . E continuou: “Se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca pode existir uma história sem voz". 

Números da Educação

Em evento no Rio de Janeiro, Aloizio Mercadante  também comentou os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que mostram um aumento da taxa de reprovação no ensino médio, em 2011. Segundo o jornal O Globo, a taxa de 13,1% é a maior desde 1999. Mercadante disse que é preciso analisar os dados com mais profundidade para entender o que houve, mas disse que uma das explicações para o aumento da taxa pode ter sido a troca de governos estaduais no ano passado. 

Com Agência Brasil

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