Defesa de Cachoeira tem acesso a documentos da PF no Senado

Com o acesso à documentação, ficou prejudicada a liminar que adiou o depoimento, concedida pelo ministro Celso de Mello, do STF

Valor Online |

Um representante da defesa do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pivô do esquema de corrupção investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional, esteve nesta quarta-feira na sala-cofre do Senado, onde estão guardados os documentos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, enviados à CPI. A comissão investiga as relações de Cachoeira com lideranças políticas e empresas. 

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Depois de passar meia hora na sala, o advogado Augusto de Arruda Botelho - que representa Cachoeira, no grupo liderado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça - disse que, do material constante na sala-cofre, a defesa ainda não havia tido acesso à íntegra do inquérito da Operação Vegas, já que a denúncia contra Cachoeira foi gerada principalmente pelo material da Monte Carlo.

O advogado afirmou que outros profissionais estão a caminho do Senado para analisar a documentação e que a defesa ainda não decidiu se pedirá novo adiamento do depoimento de Cachoeira à CPI, marcado para a próxima terça-feira. Com o acesso à documentação, ficou prejudicada a liminar que adiou o depoimento, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. Apesar disso, Botelho afirmou que os advogados não terão tempo hábil para analisar tudo antes de terça.

Parlamentares contestaram a fala do advogado. "Pode ter certeza de que os advogados do Cachoeira têm muito mais documentos do que nós em nossa sala secreta. E o que temos é falho. Há pastas em branco, arquivos corrompidos, que não abrem. Foi um pretexto para protelar o depoimento do Cachoeira", disse o líder da bancada tucana no Senado, Álvaro Dias (PR).

Com Valor Online

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