Assessoria do governo paulista diz que acusação 'não tem cabimento', nega propaganda partidária e cita Lei Antiálcool, cuja campanha teve predominância do vermelho, cor do PT

A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo deve decidir nesta tarde se tomará alguma medida, seja na área cível ou na esfera eleitoral, contra a reforma gráfica feita pelo governo do Estado de São Paulo em suas peças publicitárias. Para o líder da bancada petista, deputado estadual Alencar Santana, há um uso exagerado das cores amarela e azul nas campanhas, o que remeteria ao PSDB, partido do governador Geraldo Alckmin. Por meio de sua assessoria de comunicação, o governo paulista rebate e afirma que o questionamento “não tem o menor cabimento”.

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“Em um primeiro momento, a gente acha que as cores (amarela e azul) estão muito fortes. Não são as cores que mais predominam na nossa bandeira. Pedimos para a nossa assessoria jurídica analisar o caso para sabermos o que pode ser feito”, afirmou Santana ao iG .

A assessoria do governo de São Paulo, por sua vez, argumenta que a reformulação gráfica nas campanhas publicitárias “foi feita há quase um ano” com o objetivo de que todas as cores da bandeira do Estado (vermelho, preto, branco, amarelo e azul) fossem mais bem aproveitadas. Se nas campanhas destinadas aos motoristas nas estradas o amarelo foi predominante, em sinal de alerta, na divulgação da Lei Antiálcool, por exemplo, o vermelho (cor do PT) é que deu o tom, porque havia a necessidade de um maior impacto. De acordo com o governo de São Paulo, as modificações foram todas baseadas em estudos técnicos.

Mesmo assim, o líder da bancada petista na Assembleia não se convence com as explicações. “Eles estão tentando justificar a medida tomada, dar desculpas. Afinal de contas, não são as cores que predominam na bandeira de São Paulo. As cores que se destacam são o preto e o branco”, afirma.

Entre as reclamações do líder da bancada do PT, está a mudança do visual do perfil do governo do Estado no Twitter, agora com uma tarja amarela na lateral da página, do lado esquerdo, e na foto principal da conta, com o fundo da mesma cor ao lado da bandeira de São Paulo.

A expectativa do líder petista é de que o partido decida ainda nesta terça-feira se irá mesmo questionar o governo tucano ou até mesmo exigir a retirada dessas peças publicitárias.

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