Pela proposta do relator, Odair Cunha (PT-MG), procurador-geral terá cinco dias para responder questionamentos dos parlamentares

Gurgel já teria conversado com integrantes da CPI sobre requerimento de informações
AE
Gurgel já teria conversado com integrantes da CPI sobre requerimento de informações
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aprovou na tarde desta terça-feira pedido para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responda por escrito às dúvidas dos parlamentares sobre o caso Cachoeira. Segundo a proposta do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), Gurgel terá cinco dias para atender os questionamentos dos integrantes da CPI.

Inicialmente, o PT defendeu que o procurador-geral comparecesse à CPI para prestar depoimento sobre o motivo de ter deixado de investigar na Operação Vegas, de 2009, a ligação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) com o grupo de Carlos Cachoeira. Mas a legenda baixou o tom após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) saírem em defesa de Gurgel e, na manhã de hoje, concordaram com a proposta de Cunha de oficializar o requerimento de informações .

Os petistas, contudo, não descartam que futuramente o procurador-geral compareça à CPI. "Não tem autoridade que não possa ser convocada para depor na CPI", afirmou o ex-líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Ao iG , Odair Cunha contemporizou: “A resposta tem que ser dada não para o PT, mas para a polícia”. Segundo a reportagem apurou, integrantes da CPI já teriam entrado em contato com Gurgel, que sinalizou que deve responder aos questionamentos dos parlamentares dentro do prazo.

A convocação do procurador-geral abriu uma crise entre Ministério Público e Polícia Federal. Em depoimento sigiloso à CPI, o delegado Raul Marques responsabilizou a subprocuradora da República, Claudia Sampaio, que é mulher de Gurgel, por paralisar as investigações da Vegas. A subprocuradora rebateu afirmando que ia arquivar a Vegas em, mas que “o doutor Raul foi categórico ao pedir para esperar, para não atrapalhar investigações em curso".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.