Após licença, Sarney defende investigação a fundo pela CPI

Presidente do Senado voltou ao trabalho hoje após duas semanas de licença médica e cobrou rigor na investigação do caso Cachoeira

Valor Online |

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira que a extensão dos negócios de Carlinhos Cachoeira deve ser averiguada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) "até onde essa rede se estendia". A comissão mista apura denúncias de corrupção envolvendo o empresário. "Realmente, é a figura mais visada, que tem que ser investigada de toda maneira, no máximo que for possível", disse Sarney, ao retornar ao Senado após duas semanas de licença médica .

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Sarney defendeu a investigação "com o maior rigor, procurando apurar e, realmente, de toda maneira coibir esses abusos que foram detectados". Segundo ele, os trabalhos da CPI não devem interferir nas atividades do Congresso. Em abril, o senador foi internado em São Paulo, quando passou por um cateterismo e uma angioplastia para a colocação de um stent de desobstrução de uma artéria.

Nesta segunda-feira, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir sobre o pedido da defesa do bicheiro para que ele seja dispensado de prestar o depoimento marcado para esta terça-feira na CPI. Na ação protocolada no STF na semana passada, os advogados alegam que Cachoeira não deve comparecer à CPI antes de conhecer os documentos que servirão de base para as indagações dos parlamentares.

Antes de protocolar o pedido de habeas corpus no STF, a defesa de Cachoeira, que está a cargo do ex-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos, tinha solicitado ao presidente da CPI, senador Vital do Rego (PMDB-PB), que fornecesse as informações. No entanto, o requerimento foi negado. Segundo os advogados, Cachoeira está "impedido de conhecer com inteireza o que pesa contra ele".

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A defesa sustenta que para decidir se vai falar ou se vai silenciar na CPI o bicheiro precisa conhecer o material. "De toda sorte, para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", afirmam. Os advogados pedem que o STF conceda uma liminar para adiar o depoimento para que Cachoeira "não seja compelido, antes de ter ciência das provas a ele vinculadas, a permanecer em silêncio contra seus legítimos interesses, ou a apresentar versão sobre fatos e provas que não conhece apropriadamente".

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