ACM Neto (DEM) deve contar com o apoio do PSDB para disputar as eleições da capital baiana contra Nelson Pelegrino (PT)

DEM lança ACM Neto pré-candidato à Prefeitura de Salvador
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DEM lança ACM Neto pré-candidato à Prefeitura de Salvador
A um mês do registro das candidaturas, Salvador tem poucos postulantes que vão, em definitivo, concorrer à prefeitura. Entres os que certamente vão estar na corrida eleitoral se destacam dois deputados federais: Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT). A disputa deve ficar polarizada entre eles.

Herdeiro político de seu avô, e derrotado nas eleições municipais de 2008, ACM Neto representa o carlismo, alijado dos executivos baiano e soteropolitano desde meados da década passada.

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Pelegrino também tem um histórico de malogros nas disputas para prefeito _perdeu em 1996, 2000 e 2004. Este ano ele conta com o trunfo de ser apoiado pelo governador, Jaques Wagner, e pela presidente, Dilma Rousseff.

Embora quase todos os principais partidos tenham anunciado pré-candidatos, as conversações buscando apoio entre eles continua. Muitos dos nomes já aventados deverão se retirar da corrida para apoiar Pelegrino ou ACM Neto.

O pré-candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino
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O pré-candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino
O petista já conseguiu costurar aliança com oito legendas _todas nanicas. Sua intenção é conquistar, pelo menos, o apoio de mais quatro. O PT namora o PP, cujo pré-candidato é João Leão, ex-prefeito de Lauro de Freitas. Nos bastidores da política soteropolitana há quem considere a candidatura do PP algo provisório, que, no momento de inscrever as chapas, Leão vai apoiar outro prefeiturável.

Entre os interlocutores mais explícitos do PT está o PSB. Velho companheiro dos petistas, os socialistas ainda não anunciaram nenhum pré-candidato, mas alguns círculos já sopram o nome da senadora Lídice da Mata.

Ex-prefeita da cidade (1993-1996), sua administração sofreu com os governos do Estado, na época: Antônio Carlos Magalhães e, depois, o carlista Paulo Souto.

Atualmente, em uma eventual vitória, Lídice encontrará no Palácio Ondina _sede do executivo baiano_ um aliado, Jaques Wagner. A senadora diz, inicialmente, não pensar na corrida eleitoral deste ano. Mas, ressalva, se o partido assim quiser, ela entra na disputa. Há já quem até já diga o nome de sua eventual vice: a de putada federal Alice Portugal, do PC do B.

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Seria uma pequena reprodução da chapa encabeçada na derrota nas eleições estaduais de 1990, quando ela teve a companhia de uma mulher como vice, e outra pleiteante ao Senado. Alice Portugal nega qualquer contato neste sentido.

Pré-candidata do PC do B, ela também vai procurar partidos como PTB, do vice-prefeito Edvaldo Brito, PV e PPS, os dois últimos são alinhados com o PSDB e o DEM na esfera nacional.

"Edvaldo Brito é um nome muito respeitado. O PV e o PPS baianos são diferentes em relação aos diretórios nacionais", diz Alice.

Se a pré-candidatura de uma ex-prefeita ainda é hipotética, um ex-prefeito quer voltar ao Palácio Thomé de Souza: o peemedebista Mário Kertész, que governou a cidade em dois períodos: de 1979-1981 e de 1986 a 1988. A atual sede da prefeitura foi inaugurada por Kertész há 26 anos. O grande patrocinador da sua candidatura é o presidente do diretório estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima.

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"Estamos conversando com o DEM e o PSDB, mas essas conversas não envolvem cargos", disse o dirigente peemedebista. Para ele, não há outra hipótese que não a de Kertész.

Tal postura se choca com um eventual aliado: o DEM. Os demistas, que não abrem mão da candidatura de ACM Neto, conseguiram apoio do PSDB, que deve ser anunciado semana que vem. Os tucanos chegaram a lançar como pré-candidato o deputado federal Antônio Imbassahy. Um ex-prefeito de Salvador, ele vai retirar o seu nome da disputa. O deputado federal Jutahy Magalhães Jr., um cacique tucano local, já havia anunciado em seu perfil no facebook que não apoiaria o PMDB, restando ao partido entrar na corrida eleitoral com um nome próprio ou apoiar ACM Neto, o que, de fato, ocorreu.

Quem também declarou apoio público a ACM Neto, caso haja segundo turno, é o pré-candidato do PDT, Marcos Medrado. Ex-vice de Imbassahy, o pedetista discutiu asperamente em uma emissora de rádio com o presidente do PDT da Bahia, Alexandre Brust. "Ele não pode discutir apoios sem falar com a executiva do partido", reclamou Brust, que prefere se aliar a Pellegrino. O pedetista, inclusive, diz haver outros nomes que podem substituir Medrado na campanha.

Por sua vez, PSOL, PSTU e PCB devem formar uma frente oposicionista de esquerda. A futura chapa será encabeçada por Hamilton Assis, do PSOL.

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