Segundo Antonio Donato, comparação foi brincadeira com deputados do Partido Democrático da Itália, de oposição a ex-premiê, que acompanhavam debate sobre trânsito

O presidente municipal do PT, Antonio Donato, arrancou gargalhadas da plateia que participava de um debate sobre o trânsito de São Paulo ao comparar o pré-candidato tucano à prefeitura, José Serra , ao ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que deixou o cargo no ano passado em meio à crise econômica e escândalos sexuais. “É o Serrusconi”, disse Donato.

Estratégia: PT usará ‘fator Lula’ por Haddad, e PSDB minimiza rejeição a Serra

Pré-candidato do PT em SP, Fernando Haddad (D), durante evento Conversando com São Paulo, do auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
AE
Pré-candidato do PT em SP, Fernando Haddad (D), durante evento Conversando com São Paulo, do auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo
Segundo ele, a comparação foi uma brincadeira com dois deputados do Partido Democrático da Itália, de oposição ao ex-primeiro-ministro, que acompanhavam o debate. “Serra é a direita. É nosso adversário assim como o Berlusconi é adversário deles”, explicou Donato.

Questionado sobre a comparação, o pré-candidato do PT, Fernando Haddad , riu, mas se esquivou do assunto. “Não aprofundei isso com o Donato”, brincou o pré-candidato.

Em entrevista logo depois do debate, Haddad admitiu que pode não ser o principal nome da oposição ao prefeito Gilberto Kassab (PSD) na eleição deste ano. Segundo Haddad, o nome do protagonista no campo da oposição ainda é tema de conversas.

“A maioria da população quer mudança. Quem é que vai ser o protagonista da mudança é uma questão que está sendo conversada. Inclusive pode ter mais de um candidato propondo a mudança”, disse Haddad.

Questionado se esse nome não seria o dele próprio, Haddad respondeu: “Não quero tirar o direito de outras postulações. Sou democrata.”

Além dele, o deputado Gabriel Chalita (PMDB), o vereador Netinho de Paula (PC do B) e o também deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, se apresentaram como pré-candidatos.

Empacado nos 3% de intenções de votos , segundo o Ibope, Haddad disse apostar suas fichas no início formal da campanha, no final de junho; no programa de TV, em agosto; e na participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff .

“É começar a campanha, o horário eleitoral, a presença dos nossos maiores quadros”, disse ele, ao explicar o que pretende fazer para reverter o resultado da pesquisa.

Segundo Haddad, não existe negociação para a participação de Dilma, enquanto a presença de Lula, que se recupera de um câncer na laringe , depende da melhora de sua saúde. “A gente está respeitando muito o quadro de saúde dele. Até porque ainda não é momento”, afirmou.

Alvo de ataques de setores conservadores da Igreja Católica por conta do kit anti-homofobia adotado quando era ministro da Educação, Haddad pretendia participar de uma missa no Santuário Bizantino ao lado do padre Marcelo Rossi, em São Paulo.

“Parece que é muito comum as pessoas o visitarem. Me parece uma figura interessante, uma pessoa de bem”, disse ele, sobre o religioso. O padre Marcelo, no entanto, não pôde participar da celebração em função de problemas odontológicos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.