STF investiga vazamento de inquérito do caso Cachoeira

Um funcionário de gabinete participa da sindicância em âmbito administrativo; Polícia Federal também apura caso

Wilson Lima, iG Brasília |

O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou sindicância para investigar o vazamento de informações sigilosas do inquérito que apura as ligações entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O inquérito tramita em segredo de justiça no Supremo mas parte dos documentos sigilosos foram publicados no dia 27 de abril pelo site de notícias Brasil 247.

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Um funcionário de gabinete do Supremo, com amplo conhecimento dos trâmites internos, participa do processo de investigação. Existe uma suspeita de que o vazamento tenha partido de funcionários do próprio STF.

A sindicância soma-se a um inquérito da Polícia Federal (PF) instaurado no mês passado. A PF também apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Monte Carlo. A investigação começou após a reclamação dos advogados de defesa de políticos apontados nas escutas telefônicas com algum tipo de envolvimento com o bicheiro goiano.

A divulgação de dados da investigação contra o senador Demóstenes Torres ocorreu horas depois que o ministro Ricardo Lewandowski autorizou a CPMI ter acesso ao inquérito. Durante essa semana, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou como “escandaloso” o vazamento de dados da Operação Monte Carlo e Operação Vegas (2009).

Durante essa semana, o PSDB ingressou com pedido no STF pedindo o final do sigilo das investigações do caso Carlinhos Cachoeira. 

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