ONU parabeniza escolha dos membros da Comissão da Verdade

Representante sul-americano do Alto Comissariado Para Direitos Humanos diz que vítimas e parentes têm o direito de conhecer circunstâncias dos crimes políticos

iG São Paulo |

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) parabenizou o governo brasileiro pela escolha dos sete integrantes da Comissão da Verdade. Para o representante regional para América do Sul do Acnudh, Amerigo Incalcaterra, a Comissão da Verdade é uma ferramenta fundamental para o cumprimento da obrigação que o Estado tem de esclarecer todas as violações contra direitos humanos.

Leia também: Comissão da Verdade exclui “símbolos” da luta contra a ditadura

“As comissões da verdade são um mecanismo para ajudar os Estados na reconstrução de uma parte importante da história do país e para orientar os seus esforços na procura da verdade, de uma efetiva reconciliação nacional e para evitar que fatos dessa gravidade se repitam no futuro”, disse Incalcaterra por meio de nota.

Para o representante da Acnudh, vítimas e parentes têm o direito imprescritível de conhecer as circunstâncias envolvendo crimes políticos. Ele também ofereceu aos integrantes da Comissão da Verdade acompanhamento e assessoramento técnico para o cumprimento dos padrões internacionais de direitos humanos durante os dois anos de trabalho previstos para a comissão.

Pressão: Manifestação cobrou a escolha dos nomes
Revelação: Dilma anuncia integrantes da Comissão da Verdade

A presidenta Dilma Rousseff apontou na quinta-feira os integrantes que participarão da Comissão. São eles: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fontelles (ex-subprocurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista).

O grupo vai apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. De acordo com a legislação que criou a comissão, o objetivo dos trabalhos é, em dois anos, ouvir depoimentos em todo o País, requisitar e analisar documentos que ajudem a esclarecer as violações de direitos. De acordo com o texto sancionado, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG