PSOL convoca manifestação para ironizar fotos em que secretários do governo e ex-dono da Delta aparecem em festa com guardanapos na cabeça

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Cerca de 30 manifestantes atenderam a um convite do PSOL feito pelas redes sociais durante a semana e compareceram nesta sexta-feira a um protesto no centro do Rio para ironizar as fotos em que secretários do governo Sérgio Cabral (PMDB) e o empresário Fernando Cavendish, ex-dono da Delta , aparecem em uma festa em Paris com guardanapos em forma de bandanas na cabeça. Militantes ligados ao partido distribuíram bandanas e várias pessoas posaram para fotos com elas na cabeça.

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Manifestantes com guardanapos brancos na cabeça se reúnem na Praça Mário Lago, no centro do Rio de Janeiro, para ironizar fotos de Sérgio Cabral
AE
Manifestantes com guardanapos brancos na cabeça se reúnem na Praça Mário Lago, no centro do Rio de Janeiro, para ironizar fotos de Sérgio Cabral

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Os manifestantes também simularam uma foto em que Cabral aparece agachado em tom de brincadeira, ao lado de seus secretários e de Cavendish em Paris; e outra imagem na qual a primeira-dama Adriana Ancelmo e amigas exibem a sola dos sapatos Christian Louboutin.

"Vocês conseguiriam viver com R$ 3.500 por dia em Paris? Claro que não", indagou o deputado federal Chico Alencar, em alusão aos lugares pomposos em que o governador e sua comitiva aparecem nas fotos.

Os organizadores também colheram adesões para um abaixo assinado que exige que Cabral esclareça os objetivos, os custos e os acompanhantes de suas viagens ao exterior; além de sua convocação para depor na CPI do Cachoeira no Congresso, para explicar sua ligação com Cavendish e a Delta.

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Pré-candidato do partido à Prefeitura do Rio, o deputado estadual Marcelo Freixo criticou a posição da bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), que não assinou pedido de CPI protocolado pelo PSOL para investigar todos os contratos firmados entre a Delta e o governo do Estado desde 2000. O PT deverá indicar o vice na chapa do prefeito Eduardo Paes (PMDB) à reeleição.

"Sabemos que o primeiro contrato foi assinado em 2000. Para não dizerem que estamos querendo direcionar as investigações para este ou aquele governo, pedimos a apuração de todos os convênios. Já temos 14 das 24 assinaturas necessárias. Mas os cinco deputados do PT não assinaram, o que me surpreende", disse Freixo.

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O evento ocorreu no Buraco do Lume, no centro, tradicional reduto de manifestações organizadas por partidos de esquerda no Rio.

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