Ministros do STF saem em defesa do procurador-geral da República

Gilmar Mendes ratificou discurso de Gurgel contra mensaleiros e Joaquim Barbosa não viu elementos para convocação dele em CPI

Wilson Lima, iG Brasília |

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam nesta quinta-feira (10) o procurador-geral da República, Roberto Gurgel em relação às críticas recebidas por ele pela não abertura de inquérito contra políticos envolvidos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira após a Operação Vegas, em 2009 .

Assim como o próprio Gurgel , o ex-presidente do STF, Gilmar Mendes, insinuou que as críticas vêm de pessoas envolvidas com o caso mensalão.

"Eu tenho a impressão de que há uma certa excitação até mesmo da imprensa e plantação notória. Grupos políticos manipulando as próprias notícias", disse Mendes.

Mendes também afirmou que Gurgel não deve ir depor na CPMI que investiga a relação de políticos com o bicheiro. Outro que defendeu essa postura foi o atual vice-presidente da corte, Joaquim Barbosa.

Presidente do PT rebate Gurgel e diz que procurador-geral deve explicações

“Quanto ao doutor Gurgel, digo apenas que ele é um servidor do estado inatacável. Não há porque convocá-lo (à CPMI) para explicar suas atribuições, que são constitucionais. Ele é um agente que goza de independência. É o titular da ação penal”, afirmou Barbosa.

Na quarta-feira (09), o procurador-geral Roberto Gurgel classificou como ação de mensaleiros as pressões para que ele se apresentasse na CPMI.

“O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”, disse. Gurgel não abriu procedimento investigatório contra políticos após a Operação Vegas em 2009 pela falta de elementos comprobatórios na época. Desde essa época, já existiam elementos ligando Cachoeira ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Nesta quinta-feira, aumentou o coro contra Gurgel. O presidente nacional do PT, o deputado estadual Rui Falcão, disse que ainda existem dúvidas sobre o procedimento adotado pelo procurador-geral em 2009.

“O que eu tenho a dizer é que continua a dúvida sobre as declarações do delegado Raul Alexandre Souza (em depoimento à CPI) sobre por que ele (Gurgel) não deu consequência às denúncias que recebeu da Operação Vegas (contra o senador Demóstenes Torres)”, disse Falcão.

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