CPI tem 2º dia de depoimentos com delegado e procuradores

Reunião será a portas fechadas e só os membros da comissão que investiga Cachoeira terão acesso aos depoimentos

iG São Paulo |

A CPI do Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro Carlos Cachoeir com parlamentares e agentes públicos e privados, ouve nesta quinta-feira, em reunião fechada, o delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Monte Carlo, Matheus Mella Rodrigues. Também serão ouvidos os procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, que acompanham a operação no Ministério Público Federal. A reunião teve início pouco depois das 10h30 e pode durar mais de nove horas.

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O acesso à reunião será restrito aos parlamentares da CPI sob o argumento de que é preciso evitar o vazamento de informações do inquérito sigiloso sobre o caso que está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cachoeira deve depor no dia 15 e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), acusado de colocar o mandato a serviço do contraventor, no dia 31. O senador também responde a processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado.

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No depoimento da última terça-feira, também a portas fechadas, o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa classificou como "verdadeira metástase" a atuação do grupo comandado pelo bicheiro. Nas seis horas de reunião com os parlamentares, Sousa detalhou a forma de agir do grupo, que, aos moldes das máfias, pagava regularmente propina a servidores públicos por informações e não admitia que os integrantes se apropriassem de recursos do esquema de jogos ilegais.

Tanto Mella Rodriges, da Monte Carlo, quanto Raul Alexandre, da Vegas, conferem hoje no Senado se os volumes relativos às investigações remetidos pela Justiça incluem tudo o que foi produzido pela Polícia Federal.

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Questionado sobre o motivo da checagem, o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou que as autoridades podem, em algum momento, ter filtrado as informações. “Essas documentações vão passando por crivos e por filtros e é possível que, em algum momento, algum filtro ou crivo de alguma autoridade tenha deixado alguma coisa de fora. Nós precisamos investigar”, afirmou.

Com Agências Câmara e Estado

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