Delegado da PF reitera denúncias contra Demóstenes e Delta na CPI

Segundo integrantes da CPI, Raul Alexandre Marques confirmou que há indícios de participação do senador no grupo de Cachoeira

Valor Online |

Integrantes da CPI do Cachoeira afirmaram que o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Souza reiterou em sessão fechada realizada nesta terça-feira que há indícios da participação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e da construtora Delta no grupo chefiado pelo empresário Carlos Augusto Ramos.

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A sessão foi fechada, embora a oposição tenha tentado torná-la pública e reafirmado que buscará acabar com o segredo de justiça dos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. O delegado ouvido pela CPI mista foi o responsável pela Operação Vegas.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), ficou ainda mais claro o envolvimento de Demóstenes e da Delta na organização de Ramos. Conhecido como Carlinhos Cachoeira, o empresário foi preso sob a acusação de chefiar um esquema ilegal de jogos de azar com conexões no setor público e na iniciativa privada. "Não vejo possibilidade alguma de o Senado da República mantê-lo (Demóstenes) aqui entre nós", afirmou Randolfe. "Tem indícios amplos do envolvimento da empresa Delta."

Já os integrantes da base aliada tentaram explorar durante o depoimento do delegado da PF, segundo relato de participantes da sessão, a suposta demora da Procuradoria-Geral da República para pedir a abertura de inquérito contra Demóstenes Torres, que antes de ser atingido pelo atual escândalo era do DEM e figurava com um dos mais ativos parlamentares da oposição.

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