CPI do Cachoeira aprova sessão secreta em 1º depoimento

Apenas os membros da CPI ficaram na audiência que ouve o delegado responsável pela Operação Vegas

iG São Paulo |

Os membros da CPI do Cachoeira decidiram nesta terça-feira que o primeiro depoimento à comissão será realizado em sessão secreta sob o argumento de que a Polícia Federal precisa preservar a continuidade das investigações. Somente os parlamentares da comissão e alguns servidores puderam ficar na audiência.

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O primeiro a depor é o delegado da PF Raul Alexandre Marques de Souza, responsável pela Operação Vegas, responsável pela Operação Vegas, que investigou esquema de irregularidades em contratos públicos e exploração de jogos de azar comandado por Carlos Cachoeira.

Autores dos requerimentos, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) e o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) argumentaram que a reunião secreta garantiria o segredo de justiça das investigações. O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) manifestou-se contra a reunião secreta e chegou a dizer que o conteúdo vazaria de qualquer maneira. Ele teve apoio de parte dos parlamentares, mas prevaleceu a defesa do sigilo. Foram 17 votos contra 11.

Os depoimentos do delegado e dos procuradores que trabalharam na Operação Monte Carlo, previstos para quinta-feira (10), também serão secretos.

Também em outra iniciativa para manter o sigilo das investigações, os parlamentares da CPI só terão acesso ao inquérito de 15 mil páginas em uma sala monitorada por câmeras de segurança. Alguns membros da CPI criticaram as medidas de segurança , dizendo que elas constrangem os parlamentares.

A CPI investiga as ligações de Cachoeira com agentes públicos e privados. Ele está preso desde fevereiro sob suspeita de envolvimento em administradores públicos.

Após ter aprovado a quebra de sigilos bancário, telefônico e fiscal de Cachoeira , a comissão pediu na semana passada ao Banco Central as informações bancárias dele. Esses dados ainda não chegaram aos computadores da CPI. O pedido de quebra de sigilo abrange as movimentações bancárias de Cachoeira desde 2002.

Além do pedido de quebra de sigilo, a comissão marcou o depoimento de Cachoeira para o próximo dia 15. Também foi aprovada a convocação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), suspeito de ligações estreitas com o esquema liderado por Cachoeira. O depoimento de Demóstenes foi agendado para o dia 31.

Com Agência Senado

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