Conselho de Ética decide sobre abertura de processo contra Demóstenes

Votação de abertura do processo ocorre hoje; conselho nega pedido de advogado de senador para ter mais tempo para defesa

iG São Paulo |

O futuro político do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) começa a ser traçado nesta terça-feira, quando o Conselho de Ética do Senado – formado por 16 senadores – se reúne para votar o relatório sobre a abertura do processo de cassação do parlamentar de Goiás.

A votação é nominal e aberta, diferentemente do que ocorre no plenário do Senado – onde a sessão e a votação são fechadas e permitida apenas a entrada de parlamentares e alguns assessores.

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Na noite de segunda-feira, o advogado do senador protocolou um pedido ao Conselho de Ética para que seja concedido mais prazo para sua defesa . Antônio Carlos de Almeida Castro alega que ainda não teve tempo suficiente para estudar o relatório de Humberto Costa (PT-PE), e pede mais dez dias para isso. Na manhã desta terça-feira, entretanto, o presidente do Conselho negou o pedido do advogado .

O relatório preliminar de Costa propõe a abertura de processo de cassação contra Demóstenes. Para o relator, há indícios que levam Demóstenes a ter de responder por processo disciplinar, com sinais de quebra de decoro parlamentar e de práticas contrárias à ética.

No relatório, Costa relaciona uma série de ações atribuídas ao senador de Goiás em favor do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira . No plenário do Senado, Demóstenes negou manter relações políticas e de negócios com Carlinhos Cachoeira. Segundo ele, ambos eram apenas amigos.

O processo de cassação foi instaurado a partir de uma ação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Nela, o PSOL acusa Demóstenes de quebrar o decoro parlamentar por se envolver com Carlinhos Cachoeira – investigado pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, nas quais foram flagrados diálogos de Cachoeira, seus interlocutores e vários políticos, inclusive Demóstenes.

A Operação Vegas, comandada pelo delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, identificou um esquema de exploração de caça-níqueis e contratos públicos comandado por Cachoeira, envolvendo governadores e parlamentares de vários partidos políticos. 

Com Agência Brasil

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