Serra ouve cobrança de militante e pede ajuda no boca a boca

“Eleição é sopro. A gente tem que soprar no ouvido, na base", diz ex-governador

Fábio Matos, iG São Paulo |

Pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o ex-prefeito e ex-governador José Serra recebeu na noite desta segunda-feira (7) o apoio de lideranças locais ligadas ao deputado federal Ricardo Trípoli, terceiro colocado nas prévias do partido realizadas no final de março. Muito aplaudido pela militância que lotou o auditório do Edifício Joelma, no centro da capital paulista, Serra também teve de ouvir algumas cobranças. E aproveitou para conclamar os filiados e simpatizantes da legenda a se mobilizarem nas ruas em busca de votos.

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AE
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, acertou na segunda o apoio do deputado Ricardo Trípoli

Depois de ouvir as considerações iniciais de Ricardo Trípoli e fazer várias anotações em um pedaço de papel, Serra acompanhou atentamente o pronunciamento de algumas lideranças do PSDB de várias regiões de São Paulo. Após vários elogios ao ex-governador e promessas de engajamento na campanha, chamou a atenção a fala de Edson Vassoler, presidente do Diretório Zonal de Cidade Ademar, mais incisiva que a dos outros correligionários. O militante tucano assegurou que as bases do partido estarão mobilizadas para eleger Serra prefeito, mas fez uma dura cobrança por mais participação.

“Você é o melhor candidato, o melhor administrador, mas precisa apoiar as bases”, afirmou Vassoler olhando diretamente para Serra. “Pode contar com nosso apoio. Vamos apoiá-lo e viemos aqui para manifestar essa posição. Estamos junto com você, mas queremos ser ouvidos. Isso não aconteceu nas últimas eleições e eu tenho certeza de que você não sabe disso. Porque, se soubesse, não teria deixado acontecer.”

A fala do presidente do diretório de Cidade Ademar foi muito aplaudida pela militância e pelo próprio Serra, que tomou a palavra após as considerações dos líderes regionais do partido e aproveitou a ocasião para pedir o apoio dos filiados ao PSDB nas ruas, no boca a boca. “Eleição é sopro. A gente tem que soprar no ouvido, na base. Você tem que conversar com as pessoas, isso é que explica a quantidade de votos”, destacou o pré-candidato. “A coisa tem que se espalhar. Nós temos que fazer isso na eleição.”

Aproveitando o contato direto com grande parte da militância que apoiou Trípoli nas prévias, Serra enumerou alguns exemplos de realizações de seu período como prefeito da capital paulista (entre 2005 e 2006) e governador do estado (entre 2007 e 2010). “Nós tínhamos, quando eu assumi o governo, 22 escolas técnicas. Quando saí, eram 42. Foi uma revolução. O Alckmin está continuando e agora vai fazer escola técnica nos CEUs (Centros Educacionais Unificados)”, apontou. 


“Nós pegamos uma prefeitura quebrada. Não é conversa”, continuou Serra, desta vez criticando a administração da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que comandou a cidade entre 2001 e 2004. “Tinha fila de credores. Eles haviam feito aqueles CEUs de improviso e não conseguiram pagar muita gente. Nós mudamos a cidade, demos saltos. Os problemas de hoje são de outra natureza. São novos desafios que estão postos”, completou Serra, que também citou a Virada Cultural, evento realizado no último fim de semana em São Paulo e criado em sua administração, como exemplo de eficiência.

“Eu estive na Virada e vi o avanço que aconteceu desde quando nós criamos, em 2005. Ninguém mais sabe quem é que fez. Virou parte do calendário da cidade”, disse.

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