Procuradoria Geral da República pede que Cachoeira continue preso

Parecer será enviado ao STJ, que ainda não tem prazo para julgar o habeas corpus

Agência Brasil |

A Procuradoria Geral da República deu parecer contrário ao relaxamento da prisão preventiva do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele está preso desde fevereiro suspeito de tráfico de influência e de comandar uma rede de jogos ilegais. O parecer foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo subprocurador-geral da República, Paulo da Rocha Campos.

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Entre os crimes atribuídos ao contraventor estão formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, contrabando, corrupção ativa e passiva, peculato, prevaricação e violação de sigilo.

O parecer refere-se ao pedido de habeas corpus do advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, e será analisado pelo ministro Gilson Dipp. O caso chegou ao STJ porque o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, negou a liminar para libertar Cachoeira. Não há prazo para o julgamento.

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Caso o STJ acate o parecer do Ministério Público ou não julgue o pedido nesta semana, Cachoeira deverá comparecer no dia 15, ainda na condição de preso à CPI que investiga o envolvimento de políticos e autoridades públicas com o empresário.

No parecer, o subprocurador-geral da República sustenta que Cachoeira deve permanecer preso pela influência "econômia e política" que exerce sobre a organização criminosa investigada pela Polícia Federal. E defende a volta de Cachoeira a um presídio federal de segurança máxima.

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