Citado em conversa de Cachoeira, diretor do DFTrans é afastado

Milton Martins de Lima teria sido citado em conversas gravadas pela PF e está fora do governo do DF por pelo menos 60 dias

iG São Paulo |

Mais um funcionário do governo do Distrito Federal deixou o cargo em meio a suspeitas de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Nesta segunda-feira, o diretor administrativo-financeiro do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Milton Martins de Lima, teve seu afastamento preventivo por 60 dias publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

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Milton teria sido citado em conversas telefônicas de Cachoeira gravadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, na Operação Monte Carlo. O próprio servidor teria pedido seu afastamento temporário até que as denúncias sejam esclarecidas.

Segundo a PF, nas gravações, Cachoeira fala sobre negociações para que a construtora Delta assuma o sistema de bilhetagem eletrônica da DFTrans. Nas conversas, o empresário cita um servidor do órgão chamado Milton, que, de acordo com a PF, seria Milton Lima Júnior. Ele rechaça as acusações e nega envolvimento com Cachoeira.

O ex-diretor administrativo-financeiro do DFTrans é o quinto funcionário a deixar o governo do Distrito Federal por ter sido supostamente citado em gravações da Operação Monte Carlo. Antes dele, o chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz (PT), Cláudio Monteiro, já havia deixado o cargo. Também saíram João Monteiro, ex-diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU); Marcello de Oliveira Lopes, ex-funcionário da Casa Militar; e João Carlos Feitoza, que deixou a Fundação de Amparo ao Preso.

Agnelo Queiroz é um dos governadores que pode ser convocado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira para prestar esclarecimentos no Congresso Nacional sobre a influência do contraventor em seu governo. Além dele, estão na berlinda os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Com Agência Brasil

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