Relator vê quebra de decoro em elo de Demóstenes com Cachoeira

Humberto Costa apresenta hoje parecer sobre o caso no Conselho de Ética, mas ainda não pedirá cassação

iG São Paulo |

O senador Humberto Costa (PT-PE), relator no Conselho de Ética do caso que envolve o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), entrega nesta quinta-feira (3) o parecer preliminar que vai decidir se o órgão abre processo contra o parlamentar por elo com o bicheiro Carlos Cachoeira, preso desde fevereiro, acusado de comandar jogo ilegal.

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Agência Brasil
O relator Humberto Costa vê indício de quebra de decoro em parecer sobre o caso Demóstenes

Ao analisar o caso, Costa vê indícios de quebra de decoro, mas ainda não pedirá cassação de Demóstenes, de acordo com entrevista que deu esta manhã à rádio Estadão/ESPN. Com o parecer de Costa em mãos, os senadores do colegiado terão uma semana para analisar as considerações do relator e decidir no dia 8 se abrem ou não processo contra Demóstenes.

Leia também: Conselho de Ética decide dia 8 se abre processo contra Demóstenes

Em defesa de Demóstenes, o advogado pediu o arquivamento do processo e disse que identificou manipulações nas gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal que indicam elo do senador com o bicheiro.

Ontem, a CPI do Cachoeira decidiu ouvir o senador , acusado de colocar o mandato a serviço do bicheiro, no dia 31.

Ontem, o presidente da CPI, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) um CD com os 40 volumes do inquérito aberto para investigar o envolvimento de Demóstenes com o esquema.

O inquérito entregue pela Procuradoria Geral da República , sob comando do procurador Roberto Gurgel, classifica os “vínculos que unem” o senador e o bicheiro como relações que “extrapolam em muito os limites éticos exigíveis na atuação parlamentar, adentrando a seara penal”.

A afirmação do documento, baseada em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, serve de base para a Procuradoria solicitar ao STF que o senador seja enquadrado nos artigos 317 (corrupção passiva) e 319 (prevaricação) do Código Penal.

“As tratativas entre eles (Demóstenes e Cachoeira) envolveram os mais variados assuntos e, em todos, há a atuação decisiva do senador Demóstenes Torres em prol dos interesses econômicos de Carlos Cachoeira ”, diz o inquérito.

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