Brizola Neto lembra o avô em posse como mais jovem ministro de Dilma

Pedetista assume pasta do Trabalho após vencer resistência do grupo de Lupi no PDT

iG São Paulo |

O deputado federal Brizola Neto tomou posse nesta quinta-feira (3) como ministro do Trabalho. Aos 33 anos, o pedetista é o ministro mais jovem do governo da presidenta Dilma Rousseff e, apesar de ter sido convidado para o cargo há dois meses, demorou para assumir porque o seu nome sofria resistência do grupo do antecessor, Carlos Lupi, dentro do PDT.

Perfil: Aos 33 anos, Brizola Neto é o ministro mais jovem do governo Dilma

Especial: Conheça o ministério comandado por Dilma

Agência Brasil
Aos 33 anos, Brizola Neto toma posse como ministro do Trabalho de Dilma

Em seu discurso de posse, Brizola Neto lembrou a história do avô e foi muito aplaudido. Afirmou que “integra a linhagem de brasileiros ilustres” como Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. O novo ministro disse também que o Estado precisa modernizar e simplificar as relações de trabalho.

Leia mais: Brizola Neto admite divergências no PDT sobre sua indicação

Ele elogiou a presidenta Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “O Brasil, pelas suas mãos (presidenta Dilma Rousseff) e antes pelas mãos de Lula, vive um momento luminoso de sua história (...) experimentamos um avanço social que incorporou 40 milhões de brasileiros (à economia)”.

Na sua vez, a presidenta Dilma Rousseff disse que a chegada de Brizola Neto ao Ministério do Trabalho reforça a parceria entre o governo e o PDT, além de significar também reconhecimento da importância histórica do trabalhismo para o Brasil.

“Ao nomeá-lo, reforço em meu governo o reconhecimento da importância histórica do trabalhismo na formação do nosso país. Reforço também nossa parceria com o PDT aqui presidido por Carlos Lupi, o PDT de Leonel Brizola, de Darci Ribeiro e de tantos líderes históricos e atuais”, disse.

O novo ministro é neto de Leonel Brizola, morto em 2004, fundador do PDT e um dos líderes históricos da resistência à ditadura militar.

Dilma citou o fato de que o ex-presidente João Goulart, tio-avô de Brizola Neto, também foi ministro do Trabalho, atuando no governo de Getúlio Vargas e dando peso político inédito à pasta.

“Muito significativa circunstância que traz ao cargo jovem com o sobrenome Brizola, que traz meio século de lutas sociais, conquistas de direitos por parte dos trabalhadores brasileiros (...) Não bastasse levar o nome Brizola, ele [o novo ministro] carrega a história de seu tio-avô, João Goulart, que em 1953, aos 34 anos, também jovem e determinado, foi empossado ministro do Trabalho. Foi Jango quem deu à pasta do Trabalho grande peso político”, disse a presidenta.

Brizola teve de costurar apoio dentro do partido em torno de seu nome, sobretudo junto a integrantes da bancada da Câmara, para pôr fim às resistências. Seu maior aliado no PDT é o deputado Paulinho (SP), que é também presidente da Força Sindical. O novo ministro admitiu hoje divergências no partido em relação à sua indicação.

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