Oposição do Rio trabalha para desgastar Cabral

Governador do Rio, aliado de Paes, pode ser alvo de CPI devido a imagens de viagens luxuosas ao lado de dono da Delta

AE |

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Os pré-candidatos da oposição à Prefeitura do Rio começaram a trabalhar para prolongar o desgaste do governador Sérgio Cabral (PMDB), causado pela divulgação de fotos e vídeos de viagens luxuosas ao lado do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta. Aliado e companheiro de partido de Cabral, o prefeito Eduardo Paes disputará a reeleição em aliança com pelo menos 15 partidos.

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Entrevista: Fernando Cavendish, dono da Delta, diz que vai quebrar

Desde esta quarta o futuro candidato do PSOL a prefeito, deputado estadual Marcelo Freixo, colhe assinaturas para a criação da CPI da Delta na Assembleia Legislativa. No início da noite, tinha 14 das 24 adesões necessárias. Freixo também apresentou requerimento com pedido de informações sobre as viagens do governador entre julho e setembro de 2009.

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Em outra frente, o deputado do PSOL protocolou projeto de resolução para abertura da CPI, o que obrigaria os deputados fiéis a Cabral, ampla maioria na Assembleia, a votarem em plenário e tornarem pública a posição contrária à investigação. Os governistas, no entanto, vão tentar evitar a votação do projeto.

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Freixo dissociou as iniciativas da pré-candidatura a prefeito. "Estou cumprindo minha obrigação. Se não tivesse eleição, eu faria exatamente a mesma coisa. Está claro que há fortes indícios de quebra de decoro, de improbidade, de corrupção", afirmou.

Desde a última sexta-feira, o deputado e ex-governador Anthony Garotinho (PR) divulga imagens de jantares e passeios de Cabral e Cavendish na França, em 2009, acompanhado de suas mulheres e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. O deputado do PR é pai de Clarissa Garotinho, pré-candidata a vice-prefeita na chapa do deputado Rodrigo Maia (DEM). Garotinho tem dito que o material divulgado no blog é "aperitivo" perto do que pretende levar à CPI do Cachoeira, em Brasília.

Cavendish deixou o comando da Delta depois da revelação de que a Polícia Federal investiga as relações da construtora com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. O dono da Delta e o governador têm dito que nunca esconderam a amizade e que não misturam interesses públicos e privados. Por meio da assessoria de imprensa, Cabral informa que arcou com todos os gastos da viagem a Paris que fez com a mulher, Adriana Ancelmo, em julho de 2009, quando teve a companhia constante de Cavendish. O governador diz que a viagem foi a passeio.

Outro concorrente de Eduardo Paes nas eleições deste ano, o deputado tucano Otávio Leite trabalha para que o PSDB apresente requerimento de convocação de Cabral à CPI do Cachoeira. Embora PMDB, PT e outros partidos governistas tenham maioria para derrubar a convocação do governador, a oposição insiste que a Delta está no centro das investigações e a relação do governador com Cavendish não pode ser ignorada.

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