Gurgel se diz impedido e rejeita depor na CPI do Cachoeira

Procurador-geral da República afirmou que não pode atuar como testemunha do caso porque conduz as investigações do MPF

iG São Paulo |

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, esteve reunido na manhã desta quarta-feira com o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI que investiga o empresário Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Carlinhos Cachoeira, e explicou que está legalmente impedido de depor como testemunha na comissão. A CPI fez um convite a Gurgel, o que não o obriga a depor na comissão.

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Segundo Gurgel, um eventual depoimento está descartado porque ele tem a função de conduzir as investigações pelo Ministério Público Federal e, dessa forma, não poderia atuar como testemunha no processo. A CPI se reúne hoje para aprovar um plano de trabalho e e pode definir as primeiras audiências.

Na saída do encontro, Vital disse que a recusa de Gurgel não afasta a possibilidade de uma eventual convocação. "O procurador-geral é o presidente do inquérito. Ele poderia nos prestar esclarecimentos", disse o deputado.

Mesmo com a recusa de Gurgel, o encontro na manhã de hoje , que contou também com a participação do relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), serviu como uma aproximação entre o Ministério Público e a CPI. "É o começo de um processo de colaboração entre nós e o procurador-geral", afirmou Vital.

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Na terça-feira, partidos de oposição decidiram pedir a convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral , à CPI para explicar as relações com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. Embora o PMDB nacional esteja pronto para entrar em campo e evitar o depoimento do governador, o PSDB e o PSOL argumentam que a Delta está no centro das investigações e lembram os contratos do governo do Rio com a empreiteira, que recebeu R$ 1,5 bilhão na gestão Cabral.

Na semana passada, Cavendish se afastou da direção da Delta , apontada pela Polícia Federal como financiadora de empresas fantasmas criadas por Cachoeira, preso desde fevereiro em consequência das investigações da Operação Monte Carlo.

Até sexta-feira, já haviam sido apresentados 167 requerimentos com pedidos de documentos sigilosos, convocações de depoentes e solicitações de quebra de sigilos bancários e fiscais. Entre os depoimentos solicitados estão o de Cachoeira e o do senador Demóstenes Torres (sem partido - GO). Também se destacam os nomes de Cavendish, o ex-diretor regional da Delta Cláudio Abreu, o contador Geovani Pereira da Silva, apontado como tesoureiro do esquema, os governadores Marconi Perillo (PSDB) e Agnelo Queiroz (PT).

Com Valor Online e Agências Câmara e Senado

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