CPI do Cachoeira se reúne nesta quarta e deve definir trabalhos

Relator quer ouvir Cachoeira no dia 17 e o senador Demóstenes Torres no dia 31

iG São Paulo |

A CPI mista que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , com sevidores públicos e privados se reúne nesta quarta-feira para definir as primeiras audiências. O relator, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), apresenta um plano de trabalho para as próximas semanas e os parlamentares devem eleger o vice-presidente da comissão.

Cunha quer ouvir Carlos Cachoeira no dia 17 de maio. O relator também propõe a convocação de Cláudio Abreu, ex-diretor da construtora Delta acusado de participar de esquema de corrupção, no dia 29. E o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que responde a processo no Conselho de Ética por suspeita de colocar o mandato a serviço do bicheiro, dia 31.

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AE
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Na terça-feira, partidos de oposição decidiram pedir a convocação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, à CPI para explicar as relações com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. Embora o PMDB nacional esteja pronto para entrar em campo e evitar o depoimento do governador, o PSDB e o PSOL argumentam que a Delta está no centro das investigações e lembram os contratos do governo do Rio com a empreiteira, que recebeu R$ 1,5 bilhão na gestão Cabral.

Na semana passada, Cavendish se afastou da direção da Delta , apontada pela Polícia Federal como financiadora de empresas fantasmas criadas por Cachoeira, preso desde fevereiro em consequência das investigações da Operação Monte Carlo .

Até sexta-feira, já haviam sido apresentados 167 requerimentos com pedidos de documentos sigilosos, convocações de depoentes e solicitações de quebra de sigilos bancários e fiscais.

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Até o momento, a CPI aprovou apenas um requerimento, em sua primeira reunião, na terça-feira passada, com pedido de informações ao Supremo Tribunal Deferal (STF) à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as operações Vegas e Monte Carlo.

Na sexta, o STF decidiu compartilhar os dados do inquérito com a CPI . Os 40 volumes do inquérito aberto para investigar o esquema, em papel e em CD, foram disponibilizados aos deputados e senadores nesta quarta-feira.

Relator do processo de Cachoeira no STF, Ricardo Lewandowski também liberou o acesso dos documentos ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado que, desde o início do mês, examina representação do PSOL para verificar se Demóstenes Torres, suspeito de envolvimento com o esquema, quebrou o decoro parlamentar.

Na quinta, o Conselho de Ética também se reúne para ouvir a leitura do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) sobre essa representação. Lewandowski autorizou também o compartilhamento das informações do inquérito com a Comissão de Sindicância aberta na Câmara dos Deputados para investigar o envolvimento dos deputados João Sandes Junior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) com o esquema de Cachoeira.

Com Agência Câmara e Agência Senado 

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