CPI aprova quebra de sigilo de Cachoeira

Deputados e senadores aprovaram plano de trabalho para ouvir o bicheiro dia 15, e não mais no dia 17

iG São Paulo |

A CPI mista sobre Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, aprovou nesta quarta-feira a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do suposto contraventor, após aprovar um plano de trabalho que prevê o depoimento de Cachoeira no dia 15 deste mês, dois dias antes da proposta inicial do relator Odair Cunha (PT-MG).

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Agência Brasil
CPI define depoimentos de Cachoeira e Demóstenes

Os requerimentos de quebra de sigilo referem-se apenas ao CPF de Cachoeira, acusado de chefiar uma rede de jogos ilegais. Parlamentares aprovaram ainda um requerimento de informações à Receita Federal sobre os dados fiscais nos últimos dez anos de Cachoeira.

Ainda podem ser votados requerimentos que pedem a quebra do sigilo com base no CNPJ do suposto contraventor. O relator agendou a apresentação do relatório final para 23 de outubro, com o objetivo de votar o parecer dois dias depois.

Cunha negou que haverá 'blindagem' dos governadores citados com o esquema de Cachoeira, como Marconi Perillo, de Goiás, e Agnelo Queiroz, do Distrito Federal. “Todos os que estiverem envolvidos serão ouvidos, e os governadores deverão depor possivelmente já no próximo mês”, disse o relator.

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Outro que pode ser chamado a depor é o governador do Rio, Sérgio Cabral, para explicar as relações com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. Imagens e vídeos de Cabral e Cavendish em viagem de luxo a Paris causaram desgaste ao peemedebista.

O relator da CPI foi questionado por parlamentares por chamar para depor o ex-diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, que está preso, e não chamar o presidente da empresa, Fernando Cavendish. Cunha disse que ainda não tem elementos para chamar Cavendish e que as relações de Abreu com Cachoeira aparecem no inquérito da Polícia Federal.

O deputado disse ainda que optou por ouvir primeiro os agentes públicos que estão fazendo as acusações – delegados e procuradores – porque os procedimentos de investigação recomendam ouvir primeiro a acusação e, só depois, a defesa dos acusados.

Hoje, o presidente da CPI mista, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) um CD com os 40 volumes do inquérito do aberto para investigar o esquema. Outro que será ouvido é o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de colocar o mandato a serviço do bicheiro. O depoimento foi marcado para dia 31. Demóstenes responde ainda a processo por quebra de decoro e pode ser cassado.

Com Reuters e Agência Câmara

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