Delta deixa consórcio da Transcarioca, diz Prefeitura do Rio

Empresa está no centro das investigações da Polícia Federal que apuram negociatas de Carlinhos Cachoeira

iG São Paulo |

A empresa Delta Construções deixou o consórcio da Transcarioca BRT, informou em nota a Prefeitura do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O consórcio, feito com a empresa Andrade Gutierrez, é responsável pela construção do trecho que liga a Barra da Tijuca a Penha.

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Segundo investigações da Polícia Federal (PF), a Delta está no centro das denúncias de uma rede de corrupção encabeçada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira . A construtora já havia deixado as obras da reforma do Maracanã .

Cachoeira está preso desde fevereiro e é acusado de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais. As suspeitas da PF são de que a construtora teria alimentado doações eleitorais repassadas por Cachoeira. Após as denúncias, o proprietário da Delta, Fernando Cavendish, deixou o comando da empresa , junto ao diretor Carlos Pacheco. Em nota divulgada na quarta-feira, a empresa afirmou que não pretendia deixar as 195 obras em andamentos em todo o País e que cumpriria os contratos com clientes e fornecedores.

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Segundo a Prefeitura do Rio, a Andrade Gutierrez assume todas as responsabilidades da obra, cujo andamento "segue normalmente e o cronograma está mantido".

Na quarta-feira, o ex-diretor da Delta Construções no Centro Oeste, Claudio Abreu, afastado da empresa desde o dia 8 de março, foi preso pela PF . Além dele, foram levados o vereador de Anápolis Wesley Silva (PMDB-GO) e o servidor de governo do Distrito Federal Valdir Reis.

A CGU anunciou a abertura de um processo para apurar as denúncias de tráfico de influência e corrupção pela empresa. Se for declarada inidônea, a Delta será proibida de firmar contrato com órgãos públicos e os contratos existentes poderão ser cancelados. Segundo levantamentos, a Delta é a principal construtora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Apenas no ano passado, a empresa faturou mais de R$ 862 milhões com obras federais.

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A CGU afirmou que a empresa terá o direito de se defender das denúncias e não há um prazo para conclusão do processo.

Além da investigação da CGU, a empresa será alvo da Comissão Parlamentar Mista de Inquério (CPI) instalada para investigar o elo de Carlinhos Cachoeira com servidores públicos e privados.

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