Ministro do Esporte defende continuidade de obras da Delta

Em visita à Fortaleza, Aldo Rebelo afirmou que denúncias de superfaturamento contra a construtora no Rio e em BH não “comprometem” obras em outros Estados

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Daniel Aderaldo/iG
Ministro Aldo Rebelo em visita a obras da Copa em Fortaleza
O ministro dos Esportes Aldo Rebelo (PCdoB) defendeu nesta segunda-feira (23) em Fortaleza, que as obras da Copa do Mundo de 2014 executadas pela Delta Construções no Brasil não sejam interrompidas.

Em todos os Estados: DEM quer investigação da Delta no País

A Delta é suspeita de superfaturamento em obras de mobilidade urbana em Belo Horizonte e deixou o consórcio responsável pela reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro, por estar com dificuldade para conseguir crédito devido ao envolvimento com o empresário de Goiás Carlos Augusto Ramos - o Carlinhos Cachoeira. Ele é suspeito de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais e foi preso pela Polícia Federal na operação Monte Carlo.

“Eu acho que essas coisas devem ser separadas. O que precisa ser investigado deve ser investigado. Mas aquilo que precisa ser feito, e que não está sendo investigado, pode muito bem ser levado adiante”, defendeu o ministro em entrevista à imprensa.

Rebelo esteve na capital cearense para acompanhar o andamento das obras na cidade para receber os jogos da Copa. Ele visitou o Estádio Plácido Castelo Aderaldo – o “Castelão”. A arena está com 63,47% das obras de reforma e modernização concluídas.

Para o ministro, as denúncias não comprometem o trabalho da empresa em outros Estados. “O que eu conheço é o caso do Rio de Janeiro, onde a construtora envolvida nas denúncias e nas investigações fez um acordo e deixou o consórcio e as duas empresas assumiram a parte correspondente a essa empresa”.

Apesar das declarações do ministro, o governo federal estuda proibir a Delta de firmar contratos com a União . Os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, determinaram a abertura de processo para declarar inidônea a construtora.

Na hipótese de rescisões de contratos já firmados com a empreiteira, Rebelo disse que não enxergar consequentes prejuízos.

“Se alguém que assumiu ou que ganhou uma concorrência, saí, geralmente, a solução é você fazer outra ou o segundo ter a prerrogativa de assumir. Mas eu não acho que esse plano seja necessário porque a investigação que a empresa venha a sofrer não significa que comprometer toda obra que ela está fazendo”.

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