Agripino Maia, presidente do partido, defende que a apuração da CPI do Cachoeira vá além do governo de Goiás

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O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), defendeu nesta segunda-feira (23) que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as relações do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados investigue também os negócios da Delta em todos os Estados em que a empreiteira tenha contratos.

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AE
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Para Agripino, é importante que a apuração vá além do governo de Goiás, Estado do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), flagrado pela Polícia Federal em ligações telefônicas com Carlinhos Cachoeira. 

"O enraizamento da Delta não é em Goiás, é no Rio de Janeiro, no Ceará e em Brasília", disse Agripino. "Por isso, temos de fazer uma investigação séria e isenta", afirmou, após participar de seminário sobre relações internacionais e política externa promovido na capital paulista pela Fundação Liberdade e Cidadania, ligada ao DEM.

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Em relação ao funcionamento da CPI, Agripino disse esperar uma investigação equilibrada e sem o predomínio de interesses partidários. "Não é uma CPI de governo nem de oposição", afirmou. "É uma CPI que busca passar o País a limpo." 

Na opinião do senador, quem vai ser beneficiada com os esclarecimentos proporcionados pela CPI é a sociedade. "Não raciocino em termos se (algum partido) vai ganhar ou vai perder", afirmou. "A questão é que quem precisa ganhar é a sociedade, com o esclarecimento dos fatos."

A CPI do Cachoeira foi criada na última quinta-feira (19) e vai investigar os braços político e empresarial do esquema de contravenção do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro. Os partidos têm até amanhã para indicar os membros da comissão, mas alguns nomes já foram confirmados e também já foi definido o senador Vital do Rêgo como presidente .

Paralelamente à CPI, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) , flagrado em conversas com Cachoeira, responde a processo no Conselho de Ética do Senado e tem até quarta-feira para apresentar sua defesa. Ele é acusado de colocar o mandato a serviço do bicheiro.

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